sexta-feira, 19 de junho de 2015

Encontro de catequese : "Quem é meu próximo?"



PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO
 
imagem google

OBJETIVOS
- Sensibilizar a criança sobre as diversas oportunidades de auxiliar as pessoas que encontram em seu dia-a-dia;



-Refletir sobre a importância de não cultivar no coração quaisquer tipos de preconceitos (raça, religião, cor, etc);

- Destacar que a Parábola exemplifica os ensinamentos de Jesus, como a caridade e a humildade, duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho;


Conversando
 
A- Se você encontrar uma pessoa precisando de ajuda, qual deve ser sua atitude? 
Se você visse uma pessoa caída na rua ou calçada, como agiria?
Fingiria que não a viu, chamaria o pronto socorro e ia embora ou, se aproximava da pessoa para procurar ajudá-la.



B- Jesus contou esta história no tempo que viveu aqui entre nós

 Ele contava histórias, pois através dessas histórias ensinava grandes coisas às pessoas.

C-LEITURA DO EVANGELHO: O bom samaritano: Lc 10,  25-37



  • Ler a Parábola  com atenção para refletir sobre a profundidade e riqueza dos ensinamentos e valores morais nela contidos (tais como humildade, brandura, benevolência, generosidade, indulgência, confiança, desprendimento, etc).
     
  • VIVENDO A PALAVRA

    Atualizando a história : O catequista poderá ilustrar o encontro com uma história semelhante, de sua vivência ou de seu conhecimento

    Exemplo :( Este é um próprio testemunho meu)

     Certo dia , numa manhã chuvosa  e fria eu ia passando pela praça da Igreja .
    Era quinta-feira, dia em que o Santíssimo fica exposto  durante o dia todo.
    Como chovia, eu atravessei a praça rapidamente sem prestar muita atenção. Apressada como estava e embaixo da chuva só pensava em chegar logo à Igreja , onde iria durante  alguns minutos permanecer em adoração diante do Santíssimo.

    Depois de dar alguns passos, quase já na porta da Igreja , “senti “ que parece que algo se movera enquanto  eu passava . Voltei-me  para trás e então vi um senhor que estava deitado sobre a calçada embaixo do monumento da Santa Ceia.
     Assim que notou meu  interesse por sua pessoa, o andante se levantou como se a querer dizer algo.  

     Mas eu me  voltei e entrei logo  na Igreja. Mas meu coração indagava : “ Que fazia aquele homem apenas com uma mochila àquela hora da manhã fria e chuvosa , como se estivesse sem rumo ?
    Meu  coração me dizia que precisava saber o que estava acontecendo. Precisava ouvi-lo, precisava ajudá-lo, pois ele parecia sem rumo.

     Ajoelhada então diante do Santíssimo pedi em oração: "Jesus , mostra-me como . Preciso ajudar aquele homem, mas de que maneira? Fala-me, Senhor Jesus !"
    Fiquei ali ajoelhada apenas alguns minutos falando com Deus e saí decidida: iria abordar aquele homem e ver como poderia ajudá-lo. 
    Mas ao chegar à praça, fiquei um pouco decepcionada. O homem havia ido embora. Bem, talvez aquele não fosse o momento. O Senhor por certo não desejava minha intervenção. Ou ,minhas preces não tinham sido ouvidas. Não conseguira passar a mensagem a Deus.  Minha  prece havia caído no vazio...

    Resolvi que seguiria meu caminho . Mas , quando me volto para  mais uma vez lançar um olhar  pela praça vazia , eis que o vejo  surgir quase já bem próximo . . E vinha  em minha  direção.
    Chamei-o  e  juntos fomos  para a entrada da Igreja , onde podíamos ficar protegidos da chuva

    Ficamos  ali conversando durante alguns minutos que me permitiram conhecer uma parte da sua história . Seu destino era São Paulo .Iria em busca das filhas que lá moram . Havia sido assaltado na rodoviária de Sertanópolis. Estava apenas com os documentos , os quais me mostrou . O que me fez colocar mais crédito em sua história . Disse-me  até o nome das filhas , onde moravam e chorou quando mencionou as netas gêmeas Tainá e Tainara .
    Havia chegado na noite anterior e uma alma boa lhe dera um prato de comida , um cobertor e a camisa que vestia . A cama foi o banco da rodoviária da cidade. Estava na praça desde bem cedinho e já tinha até entrado na igreja e participado da  missa das seis horas de toda quinta-feira.

      Verdade ? Não sei ! Tinha fundamento o que ele dizia, então preferi acreditar.
    Mas ele precisava de uma passagem de ônibus que o levaria até Marília , onde iria procurar um abrigo . No abrigo, disse ele, vou estar em segurança e protegido . E eles me encaminharão ao meu destino.
    Não tinha dinheiro ali comigo naquele momento , mas arranjei uma solução . Era preciso ajudá-lo a chegar pelo menos até o abrigo . Entrei em contato com outra alma boa que me levou a quantia suficiente para uma passagem e um possível lanche
    . Depois de muitos agradecimentos , ele partiu rapidamente em direção à rodoviária .

    LEVAR PARA A VIDA:
    O nosso próximo é qualquer pessoa que esteja em nosso caminho; é qualquer alma neces­sitada de auxílio; é aquele que tem fome, que tem sede, que está desamparado, que está sofrendo na prisão ou no leito de dor...
    Nosso dever é imitar sempre o Bom Sama­ritano da parábola.
     Estarmos sempre prontos para socorrer quem so­fre, como o bondoso samaritano fez, sem qualquer indagação ao necessitado?
    Imitar o Bom Samaritano é o que Jesus pede ao nosso coração:
     “Vá e faça o mesmo”, sempre, em toda parte, com quem quer que seja.
    Este é o caminho da felicidade eterna, com Jesus. A caridade sem interesses é aquela que é praticada com amor, sem sabermos a quem estamos ajudando
    .Apenas por amor , independente de cor , raça ou religião ou posição social Este é o caminho da felicidade eterna, com Jesus.

    GESTO CONCRETO : visitar um doente na cidade 


  • 3 comentários:

    1. Olá, querida Edite
      É bem complexo mas fazemos a nossa parte e deixamos o resto com Deus...
      Bjm fraterno

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      1. Concordo ,Roselia, nos dias de hoje vivemos angustiados com tanta violência , mentiras e subterfúgios que acaba dificultando nosso agir . Mas precisamos passar esse conceito de amor ao próximo aos nossos jovens , com todas as ressalvas , claro . Obrigada pela visita

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    2. Oi, Edite! Gostei do seu testemunho. Vemos tantas pessoas jogadas nas calçadas dos grandes centros urbanos e temos medo sim de nos aproximarmos por conta da violência sim, mas também por causa do nosso egoísmo. Sei que é difícil. Que Deus nos capacite sempre para a missão! :)

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