Kantinho da Edite: Recomece sempre...
Na natureza tudo está sempre em constante renovação. Observe-a e recomece você também a cada dia com um novo vigor, uma nova esperança.
esta é a lição da Mãe natureza: Recomeçar confiando sempre que Deus "é por nós" .
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domingo, 21 de julho de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Mãe!!!
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.........Mas
tem uma imagem de mãe que não consigo esquecer. Não me sai da
memória a imagem daquela mãe em desespero debruçada sobre o corpo
do filho baleado. ..
Chora
a mãe do filho assassinado... chora a mãe do filho assassino.
Impossível
imaginar qual dor é a maior...qual o maior sofrimento...uma perdeu o
filho para Deus, brutalmente. Quis o destino que ele fosse a vítima.
Tantos sonhos interrompidos...A mãe chora a sua ausência , chora o
muito , ou melhor o tudo que não mais realizará.
Chora
a mãe do filho assassino... Esta perdeu o filho para o mundo!
Difícil
para ela admitir que algo saiu errado na educação do filho! Que
falhou...sente-se culpada. Difícil ver o filho roubado pelas drogas,
perdido num caminho provavelmente sem volta...
Nove
meses de gestação, tudo foi feito para que crescesse saudável e
fosse bem encaminhado. Ela o amamentou, protegeu, embalou, passou
noites em claro velando seu sono febril.
Meu
Deus! O que saiu errado? Onde foi que errei?
Meus
Deus! Porque tinha que ser meu filho?
Há
coisas que não voltam mais...
Conseguirá
a mãe do filho assassino trazê-lo de volta para si?
A
todas as mães sem exceção, um grande abraço cheio de simpatia ,
ternura e compreensão.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Crônica: Morri em Santa Maria
Esta crônica de Fabrício Carpinejar retrata o sentimento de todos nós brasileiros diante da tragédia ocorrida em Santa Maria / R S
Eu a ouvi hoje pela manhã no programa: "Encontro" com Fátima Bernardes da rede Globo de televisãoQue Deus console os familiares das vítimas e acolha em sua glória os que se foram nessa funesta tragédia.
Crônica de Fabrício Carpinejar: Morri Em Santa Maria
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.
As palavras perderam o sentido.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Vai um cafezinho?
Entra...senta...
toma um café comigo...
Quem
resiste a um cheirinho de café quentinho entrando pelas narinas e
despertando todos nossos sentidos?
O aroma
do café além de ser delicioso tem o dom de provocar lembranças
prazerosas da infância.
Eu me
lembro quando criança de acordar pela manhã já com aquele
cheirinho de café vindo da cozinha até meu quarto.
Sabe
como é, casa pequena, o aroma se espalha rapidamente.
O aroma
de café juntamente com o som de talheres batendo na cozinha era
sinal de um novo dia reiniciando.
Era a
certeza da presença materna na cozinha já providenciando com
carinho a rotina diária.
Por isso
cheirinho de café tem o dom de nos remeter a momentos felizes ,
tranquilidade e lembranças de infância.
Entra..
senta... toma um café... dizia minha mãe ao receber a visita. E
que não eram poucas.
Até
hoje, já curvada pelos anos, quando chega alguem para visitá-la
fica preocupada se não oferecemos logo uma cadeira e a seguir um
cafezinho para a visita.
Hoje, em
tempos modernos, onde tudo é urgente , este hábito está um pouco
esquecido. Dificilmente temos tempo para um cafezinho com “ a
comadre”.
Nossos encontros são rápidos, quando acontecem... Nunca
temos tempo...
Mas há
ainda pessoas que nos recebem com esse carinho acolhedor.
Ao
passar pela casa de uma amiga no domingo anterior, esta não me
deixou sair sem antes provar de seu cafezinho!
É que
todos os anos a “virada de ano” eu passo juntamente com essa
amiga , amigos de amigos e seus familiares.
Mas neste
ano fatos alheios à minha vontade não permitiram que eu estivesse
presente.
Então
passei apenas para levar o meu abraço fraterno de amizade de tantos
anos.
A
recepção foi tão calorosa que não tive como recusar seu
cafezinho, que foi feito na hora exalando aquele cheirinho que não
aceitava mesmo recusas.
Ficamos
ali na cozinha por alguns minutos, descontraídas, rodeados por suas
filhas e netas conversando … jogando conversa fora...
Foram
minutos preciosos que valeram horas, minutos que talvez eu não os tivesse
diante dos tantos convidados no encontrão de final de ano.
Momentos
íntimos, de prazer intenso que me deixaram reabastecida pelo resto
do dia...
E aí?
Quer tomar um café comigo?
Entra
...senta... a casa é nossa...Conte-me as novidades...
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edi-mendes@hotmail.com
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