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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Não vos conformeis com este mundo...




"Num mundo mergulhado em desespero, sim, ainda existe esperança!"



  "Construir a casa é construir a vida" , é o nome do post abaixo. Pode ser que muitos o conheçam, então atentem para a importante e profunda mensagem que nos faz refletir profundamente sobre como estamos construindo nossas vidas.
Foi usado como motivação no meu último encontro de catequese de crisma onde falávamos sobre evangelização e seus frutos.
Ultimamente nossa comunidade tem sido surpreendida com alguns acontecimentos que fazem a todos desacreditar numa sociedade mais humana e transformadora .
Nos dias atuais, impossivel não notar como a falta de compaixão, respeito, amizade e valor pela vida tem imperado na humanidade. Basta ligar a TV, sintonizar o rádio ,navegar na internet ou ler os noticiários nos jornais e revistas para percebermos como todas essas virtudes estão fora de circulação.
Mas quando o trágico e imprevisível acontece distante de nossos olhos, nos indignamos momentaneamente , comentamos sobre o fato e rapidamente voltamos à nossa rotina diária.
Enquanto não testemunhamos o fato realmente acontecendo ao nosso lado, com “irmãos” nossos, da nossa comunidade tão pequena e antes acolhedora e segura, nossa tendência é acreditar que “felizmente isso não acontece aqui”. Estamos a salvo.
Onde está aquela população tão confiante no seu vizinho? Aquela população livre para frequentar a praça onde as crianças podiam brincar e transitar sem preocupação com perigos hoje tão iminentes? Livres para deixar que seus filhos menores caminhassem até a escola sem ameaças de perigo algum?
E as rodas na calçada em frente a casa nas noites calorentas, para colocar o papo em dia, reforçar a amizade, combinar eventos e com as crianças brincando debaixo de nossos olhos?
Tudo ficou para trás. Cenas esquecidas, perdidas no tempo. Cenas de um passado que dificilmente voltará.
Hoje a cada dia mais reforçamos a nossa segurança. Trancamos as portas mais cedo e ficamos intranquilos até que nossos filhos cheguem da escola ou qualquer outro lugar que tenham ido.
A violência se alastra a cada dia. Onde foram parar os valores éticos e cristãos?
Prega-se o evangelho, mas não se coloca em prática. Fala-se muito em Deus, mas muitos o marginalizam. Frequenta-se a Celebração Eucarística, mas alguns também saem de lá vazios.
Não podemos apenas ser “mais um” nessa sociedade violenta de hoje. Deus chama a cada um de nós para “fazermos a diferença”.
Em Romanos 12:2, lemos:

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.”

E a catequese , em contato com crianças, pré adolescentes e jovens, nos obriga a esse compromisso: Não deixar que a desesperança, o descrédito na humanidade tome conta de seus corações.
É muito triste e preocupante ouvir da boca de pré-adolescentes, quase crianças ainda, o desabafo: “o mundo está perdido” ou “Nunca haverá paz neste mundo” ou “ As palavras de Jesus não estão alcançando as pessoas” ou “A evangelização não está atingindo seu objetivos”
Não podemos perder a esperança de dias melhores. Uma pessoa sem esperança é um derrotado em antecipado. Não deixemos que pensamentos derrotistas sejam motivo para nossa estagnação.
Todos sabemos onde está a esperança: Ainda em Cristo e sempre em Cristo, no seguimento e obediência às suas palavras.

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt: 24, 35 )

domingo, 22 de julho de 2012

Compaixão de Jesus por seu povo



Mc 6, 30-34
 
“Jesus teve compaixão”

Até uma leitura superficial do texto de hoje faz saltar aos olhos um tema muito central – o da “compaixão” de Jesus. Aliás, os evangelhos todos – e especialmente Lucas – enfatizam este aspecto da personalidade e da missão de Jesus. Ele demonstrou a quem o encontrasse a verdadeira natureza de Deus: de ter compaixão para todos os que sofrem.
Os versículos de hoje demonstram este traço de Jesus no seu relacionamento com os discípulos e com as multidões.
Com os discípulos, Ele ressalta a necessidade de descanso depois das tarefas apostólicas. Quando voltam empolgados com os resultados da missão, a primeira reação do Mestre é convidá-los para uma retirada, para que possam refazer as forças. Jesus tem critérios que não correspondem com o grande critério da nossa sociedade – o da eficácia! Para Ele, os apóstolos não eram máquinas, mas pessoas humanas que necessitavam de serem tratadas como tal. O trabalho – mesmo o trabalho missionário – não é o absoluto. Jesus reconhece a necessidade de um equilíbrio entre todos os aspectos da vivência humana. Aqui há uma lição para muitos cristãos engajados hoje – embora devamos nos dedicar ao máximo pelo apostolado, não devemos descuidar das nossas vidas particulares, do cultivo de valores espirituais, da saúde e do relacionamento afetivo com os outros. Caso contrário, estaremos esgotados em pouco tempo, meras máquinas ou funcionários do sagrado, que não mostram ao mundo o rosto compassivo do Pai.
Mais ainda, o texto ressalta a compaixão de Jesus para com o povo sofrido. Era tão procurado pelo povo, rejeitado e desprezado pelos chefes político-religiosos de então, que nem tinha tempo para comer. Quando Ele se retirava, o povo ia atrás d’ Ele. O que atraía tanta gente? Com certeza não foi em primeiro lugar a doutrina, nem os milagres, mas o fato de irradiar compaixão, de demonstrar de uma maneira concreta o amor compassivo de Deus. Jesus não teve “pena” do povo, não teve “dó” dos sofridos. Teve “compaixão”, literalmente, sofria junto, e tinha uma empatia pelos sofredores, que se transformava numa solidariedade afetiva e efetiva.
Este traço da personalidade de Jesus desafia as Igrejas e os seus ministros hoje, para que não sejam burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai. Infelizmente a frieza humana frequentemente marca as nossas atitudes, pregações e cuidado pastoral. Em um mundo que exclui, que marginaliza e que só valoriza quem consome e produz, o texto de hoje nos desafia para que nos assemelhemos cada vez mais a Jesus, irradiando compaixão diante das multidões, hoje, como dois mil anos atrás, semelhantes a “ovelhas sem pastor”.