terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Choram os céus !



Poucos símbolos são mais eloquentes e poéticos que a chuva, nem mais ricos em significados aparentemente contraditórios.
Assim como a água e o fogo, a chuva é símbolo de vida e de morte, de força e impotência, de renascimento e agonia, de alívio e de angústia, de beleza e horror. Como no ciclo da vida, as faces da chuva se misturam, se confundem, unificando-se, intercalando-se.
A mesma chuva que caía na Colômbia no momento da tragédia, dificultando os esforços de resgate, cai agora em Chapecó no momento da despedida, como quem se une às lágrimas para lavar as almas. Sempre se repete este clichê, mas é inevitável, porque profundamente espontâneo: é como se os céus também chorassem



Olhai, ó Senhor, para a aflição do vosso povo,
E enviai Aquele que estais para enviar!
Enviai o Cordeiro dominador da terra
Da pedra do deserto ao monte da filha de Sião
Para que Ele retire o jugo do nosso cativeiro)

Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho; 
que as nuvens façam chover a vitória; 
abra-se a terra e brote a felicidade 
e, ao mesmo tempo, 
ela faça germinar a justiça! 
Sou eu, o Senhor, 
a causa de tudo isso”.

Consola-te, consola-te, povo meu,
Em breve há de vir a tua salvação!
Por que te consomes na tristeza, se a dor te renovou?
Eu te salvarei, não tenhas medo!
Porque Eu sou o Senhor, teu Deus,
o Santo de Israel, o teu Redentor)

Que os céus, das alturas, derramem o seu orvalho; 
que as nuvens façam chover a vitória; 
abra-se a terra e brote a felicidade 
e, ao mesmo tempo, 
ela faça germinar a justiça! 
Sou eu, o Senhor, 
a causa de tudo isso”.


domingo, 4 de dezembro de 2016

As cores das velas do Advento



A cor das velas originariamente, seguem a cor das vestes litúrgicas do Sacerdote, sendo assim: três velas de cor roxa e uma de cor rosa, as cores dos domingos do Advento: roxa, roxa, rosa, roxa. A cor roxa é usada no primeiro, segundo e quarto domingos do Advento simbolizando a conversão e penitência e a cor rosa no terceiro domingo (Gaudete-Alegrai-vos) simbolizando a alegria em meio à expectativa da chegada de Jesus.
Mas podem ser adotadas também as velas com as seguintes cores: Roxa, vermelha, rosa e verde ou ainda: roxa escura, roxa clara, rosa e branca.
Existem diferentes tradições sobre os significados das velas.
A mais usada:

A primeira vela é do profeta;
A segunda vela é de Belém;
A terceira vela é dos pastores;
A quarta vela é dos Anjos.
Outra tradição vê nas quatro velas as grandes fases da História da Salvação até a chegada de Cristo. Assim:
A primeira é a vela do perdão concedido a Adão e Eva, que de mortais se tornaram seres viventes em Deus;
A segunda é a vela da fé de Abraão e de outros patriarcas a quem foi anunciada a Terra Prometida;
A terceira é a vela da alegria, lembra à alegria de Davi, que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna, pela sua descendência;
A quarta é a vela do ensinamento, recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

Nesta perspectiva podemos ver nas quatro velas as vindas ou visitas de Deus na história, preparando Sua visita ou vinda definitiva no Seu Filho Encarnado, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:
O tempo da criação: de Adão e Eva até Noé;
O tempo dos patriarcas;
O tempo dos reis;
O tempo dos profetas.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A COROA DO ADVENTO, ORIGEM E SEU SIGNIFICADO




Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no Mistério da Encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa  do Advento.

A coroa do Advento foi concebida em Hamburgo, na Alemanha, há mais de cem anos , podemos dizer que ela constitui um hino à natureza que se renova, à luz que vence as trevas, um hino a Cristo, a verdadeira Luz, que vem para vencer as trevas do mal e da morte. É sobretudo, um hino à vida que brota da verdadeira Vida – Jesus.
Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser, colocada ao lado do altar ou em qualquer outro lugar visível.
A mensagem que a Coroa do Advento nos traz é entendida a partir do significado de cada símbolo com a qual é ornada.

A  forma circular da Coroa do Advento
A coroa tem a forma de círculo, o círculo não tem princípio, nem fim. É símbolo do tempo que não tem início nem fim, de Cristo, Senhor do tempo e da história, da eternidade, da unidade. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma idéia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.


Desde a Antigüidade, a coroa é símbolo de vitória e do prêmio pela vitória.

Os ramos verdes
Os ramos que enfeitam o círculo costumam ser de pinus ou de ciprestes, pois não perdem as folhas no inverno, símbolo de persistência e de imortalidade, de vitória sobre a morte. Sua cor é verde, cor da esperança e da vida, Deus quer que esperemos a Sua graça, o Seu perdão misericordioso e a glória da Vida Eterna no final de nossa vida. Bênçãos estas que nos foram derramadas por Nosso Senhor Jesus Cristo, em Sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a Sua consumação, na Sua segunda e definitiva volta. O ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter a fé e a esperança apesar das tribulações da vida.

A fita vermelha e detalhes dourados
A fita e o laço vermelho que envolvem a Coroa simbolizam o Amor  de Jesus Cristo, que Se torna Homem, é também simbolo da Sua vitória sobre a morte através de Sua entrega por amor.
Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

As bolas

As bolas simbolizam os frutos do Espírito Santo que brotam no coração de cada cristão.

As quatro velas


As quatro velas da Coroa indicam as quatro semanas do Tempo do Advento, as quatro fases da história da Salvação preparando a vinda do Salvador, os quatro pontos cardeais irradiando a luz da salvação ao mundo inteiro, a Cruz de Cristo, o Sol da Salvação que ilumina o mundo envolto em trevas. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho, isto nos recorda a experiência da escuridão do pecado. O ato de acender gradativamente, uma a uma as velas no decorrer das semanas do Advento, significa a progressiva vitória da Luz sobre as trevas, que vai acontecendo com a aproximação do Nascimento de Jesus,Luz do mundo, Aquele que dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Refletindo o Pai - Nosso - para encontro de catequese

Você já meditou na oração do Pai Nosso?

O texto a seguir é um dos mais geniais que já vi em minha vida.
Simula como seria um cristão fazendo a sua reza do Pai Nosso,
 conversando com Deus.

Você pode também acompanhar o vídeo neste link
https://youtu.be/9yYJX8T27Jk

Usei este vídeo num encontro de Catequese e o resultado foi muito bom . percebi nos catequizandos uma melhor compreensão da oração e da importância de rezarmos com o coração , saboreando cada palavra num verdadeiro colóquio com Deus . Não apenas pronunciar as palavras mas estar atentos ao seu significado e com a certeza de que Deus realmente nos ouve







Reflita:

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CRISTÃO: "Pai nosso que estais no céu..."
DEUS: Sim? Estou aqui.

CRISTÃO: Por favor, não me interrompa. Estou rezando!
DEUS: Mas você me chamou!

CRISTÃO: "Chamei? Eu não chamei ninguém. Estou rezando. 
"Pai nosso que estais no céu...”
DEUS: Aí, você chamou de novo.

CRISTÃO: Fiz o quê?
DEUS: Me chamou. Você disse: "Pai nosso que estais no céu".
 Estou aqui. Como é que posso ajudá-lo?

CRISTÃO: Mas eu não quis dizer isso. É que estou rezando.
 Rezo o Pai Nosso todos os dias. Sinto-me bem rezando assim.
 É como se fosse um dever. E não me sinto bem até cumpri-lo...
DEUS: Mas como podes dizer "Pai nosso", sem lembrar que todos são seus irmãos?
 Como podes dizer que estais no céu, se você não sabe que o céu é a paz,
 que o céu é ter amor a todos?

CRISTÃO: É, realmente. Ainda não havia pensado nisso.
DEUS: Pois então, você está rezando, e rezar é ler ou falar alguma coisa que decorou,
 sem ao menos meditar e vivenciar o que está falando, 
então você deve orar quando for falar de Mim, pois orar é falar,
 é conversar comigo. Mas, prossiga sua oração.

CRISTÃO: "Santificado seja o vosso nome..."
DEUS: Espere aí! O que você quer dizer com isso?

CRISTÃO: Quero dizer... quer dizer, é... sei lá o que significa! 
Como é que vou saber?
 Faz parte da oração, só isso!
DEUS: Santificado significa digno de respeito. Santo. Sagrado.

CRISTÃO: Agora entendi. Mas nunca havia pensado no sentido dessa palavra SANTIFICADO... "Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,
 assim na terra como no céu..."
DEUS: Está falando sério?

CRISTÃO: Claro! Por que não?
DEUS: E o que você faz para que isso aconteça?

CRISTÃO: O que faço? Nada! É que faz parte da oração.
 Além disso, seria bom que o Senhor tivesse um controle de tudo
 o que acontecesse no céu e na terra também.
DEUS: Tenho controle sobre você?

CRISTÃO: Bem, eu frequento a igreja!
DEUS: Não foi isso que eu perguntei. Que tal o jeito que você trata os seus irmãos,
 a maneira com que você gasta o seu dinheiro, o muito tempo que você dá à televisão,
 as propagandas que você corre atrás, e o pouco tempo que você dedica a mim?

CRISTÃO: Por favor. Pare de me criticar!
DEUS: Desculpe. Pensei que você estava pedindo para que fosse feita 
a minha vontade. Se isso for acontecer tem que ser com aqueles que rezam,
 mas que aceitam a minha vontade, o frio, o sol, a chuva, a natureza, a comunidade.

CRISTÃO: Está certo, tem razão. Acho que nunca aceito a sua vontade, pois reclamo de tudo: se manda chuva, peço sol; se manda o sol, reclamo do calor;         se manda frio, continuo reclamando; se estou doente peço saúde, mas não cuido dela, deixo de me alimentar ou como muito...
DEUS: Ótimo reconhecer tudo isso. Vamos trabalhar juntos eu e você. Mas olha,
 vamos ter vitórias e derrotas. Eu estou gostando dessa nova atitude sua.

CRISTÃO: Olha Senhor, preciso terminar agora. Esta oração está demorando muito mais do que costuma ser. Vou continuar: "o pão nosso de cada dia, nos dai hoje..."
DEUS: Pare aí! Você está me pedindo pão material? Não só de pão vive o homem,
 mas também da minha palavra. Quando me pedires o pão, lembre-se daqueles que nem conhecem pão. Pode pedir-me o que quiser, desde que me veja como um pai amoroso!
 Eu estou interessado na próxima parte de sua oração. Continue!

CRISTÃO: "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos
 a quem nos tem ofendido."
DEUS: E o seu irmão desprezado?

CRISTÃO: Está vendo? Olhe Senhor, ele já me criticou várias vezes 
e não era verdade o que dizia. Agora não consigo perdoar. Preciso me vingar.

DEUS: Mas, e sua oração? O que quer dizer sua oração? Você me chamou,
 e eu estou aqui. Quero que saias daqui transfigurado. 
Estou gostando de você ser honesto. Mas não é bom carregar
 o peso da ira dentro de você, não acha?

CRISTÃO: Acho que iria me sentir melhor se me vingasse!
DEUS: Não vai não! Vai se sentir pior. A vingança não 
é tão doce quanto parece. Pense na tristeza que me causaria,
 pense na sua tristeza agora. Eu posso mudar tudo para você.
 Basta você querer.

CRISTÃO: Pode? Mas como?
DEUS: Perdoe seu irmão, Eu perdoarei você e te aliviarei.

CRISTÃO: Mas Senhor, eu não posso perdoá-lo.
DEUS: Então não me peças perdão também!

CRISTÃO: Mais uma vez o Senhor está certo! Mais do que quero vingar-me,
 quero a paz com o Senhor. Está bem, está bem, eu perdôo a todos,
 mas ajude-me Senhor. Mostre-me o caminho certo para mim e meus inimigos.
DEUS: Isto que você pede é maravilhoso. Estou muito feliz com você. 
E você como está se sentindo?

CRISTÃO: Bem, muito bem mesmo! Para falar a verdade,
 nunca havia me sentido assim! É tão bom falar com Deus.
DEUS: Ainda não terminamos a oração. Prossiga...

CRISTÃO: "E não nos deixeis cair em tentações, mas livrai-nos do mal..."
DEUS: Ótimo, vou fazer justamente isso, mas não se ponha 
em situações onde possa ser tentado.

CRISTÃO: O que quer dizer com isso?
DEUS: Deixe de andar na companhia de pessoas que o levam 
a participar de coisas sujas, intrigas, fofocas. Abandone a maldade,
o ódio. Isso tudo vai levá-lo para o caminho errado.
 Não use tudo isso como saída de emergência!

CRISTÃO: Não estou entendendo!
DEUS: Claro que entende! Você já fez isso comigo várias vezes.
 Entra no erro, depois corre para me pedir socorro.

CRISTÃO: Puxa, como estou envergonhado!
DEUS: Você me pede ajuda, mas logo em seguida volta a errar de novo,
 para mais uma vez vir fazer negócios comigo!

CRISTÃO: Estou com muita vergonha, perdoe-me Senhor!
DEUS: Claro que perdôo! Sempre perdôo a quem está disposto a perdoar também. 
Mas não esqueça:, quando me chamar, lembre-se de nossa conversa, 
medite cada palavra que fala! Termine sua oração.

CRISTÃO: Terminar? Ah sim. "Amém!"
DEUS: O que quer dizer amém?


CRISTÃO: Não sei. É o final da oração.
DEUS: Você só deve dizer amém quando aceita dizer tudo o que eu quero,
 quando concorda com minha vontade, quando segue os meus mandamentos,
 porque AMÉM Quer dizer assim seja, concordo com tudo que orei.

CRISTÃO: Senhor, obrigado por ensinar-me esta oração e, agora,
 obrigado por fazer-me entendê-la.
DEUS: Eu amo cada um dos meus filhos, amo mais ainda aqueles 
que querem sair do erro, que querem ser livres do pecado.
 Eu te abençôo e fique com minha p

CRISTÃO: Obrigado, Senhor! Estou muito feliz em saber que 
és meu amigo e que posso todos os dias conversar com o Senhor
 e falar dos meus problemas, das minhas dificuldades e necessidades,
 creio agora que esta oração do "Pai nosso"
 será e fará diferença na minha vida.
 OBRIGADO SENHOR.



Autor desconhecido

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Essa mensagem serve para nossa reflexão, se realmente estamos fazendo
 a oração do Pai nosso como Jesus nos ensinou, para que, assim,
 possamos estar em perfeita comunhão com o Pai maior, 
que é justiça, amor e misericórdia. 

domingo, 6 de novembro de 2016

O QUE É SANTIDADE? O QUE É SANTIDADE


Mais do que mirabolantes façanhas místicas ou heroísmos de faquir, a santidade consiste numa correspondência de amor. Trata-se de descobrir a presença de Deus em tudo, dando-lhe glória por meio das mais corriqueiras realidades do dia a dia. O que é que os santos fazem para chegar à santidade? Duas coisas. Por um lado, ficam longe de tudo o que os impede de entrar pelos caminhos da graça e, por outro, dirigem-se diretamente a Deus. Mas fazem tudo isso pela glória do Senhor, não por algum proveito que possam obter. Eles são os que “buscam, antes, o Reino de Deus” – mais pelo Rei do que por eles próprios – e estão dispostos a esperar o tempo que Ele quiser até o dia em que “todo o resto lhes será dado por acréscimo” (cf. Mt 6,33).

Os santos, portanto, não tratam de fazer coisas especialmente santas (como ferozes penitências, passar noites inteiras ajoelhados, milagres, profecias, êxtases na oração); tratam de fazer tudo de um modo especialmente santo, exatamente do modo como Deus quer que o façam. 

Para eles, a única coisa do mundo que importa é a vontade do Pai. Sabem que a cumprindo estarão imitando Nosso Senhor, manifestando a caridade e sendo fiéis ao que há de melhor em si mesmos.

Tudo isso pode ser um grande estímulo para nós, pois mostra que o nosso serviço a Deus não depende de como nos sentimos, mas de como o Senhor olha para o que fazemos. Não depende de que os nossos atos pareçam heroicos, mas da nossa disposição em deixar que Ele tire heroísmo de nós; não depende de que conquistemos, à nossa maneira, uma meta que nos faça merecedores do título de “santo”, mas de que sigamos, com total confiança, o rumo marcado pela vontade do Senhor
A santidade – como tudo na vida – deve ser encarada do ponto de vista de Deus; não do ponto de vista do homem. Viemos do Senhor, existimos por Ele. A nossa santidade também deve vir d’Ele e existir para Ele. Cremos que a finalidade do homem, da vida, da criação é a glória do Senhor. Mas o que isso significa para nós? O que é “glória” afinal?Santo Agostinho diz que a glória é um “claro conhecimento unido ao louvor”. Mais do que, simplesmente, explicar o que ela é, essa expressão nos diz o que temos de fazer em relação a ela, ou seja, a maneira que devemos glorificar a Deus. Louvar o Senhor na oração é glorificá-Lo; servir ao próximo na caridade, também o é. Querer seguir a Cristo e cumprir Sua vontade é dar-Lhe glória.
OREMOS
Deus eterno e onipotente, que, na glorificação dos Santos, nos dais uma admirável prova do vosso amor, concedei-nos que a sua intercessão nos ajude e o seu exemplo nos leve a imitar fielmente o vosso Filho Jesus Cristo, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.






domingo, 30 de outubro de 2016

Dinâmica para encerramento do Mês Missionário


Esta dinâmica poderá ser feita no encontro de Catequese ou em uma Celebração de encerramento do Mês Missionário.

Como estamos vivendo o Ano da Misericórdia, está dinâmica vai contemplar a missão de viver a misericórdia no dia a dia, transformando o nosso relacionamento com o próximo.
Disse o Papa Francisco: “O Reino de Deus se faz todos os dias, com a docilidade ao Espírito Santo, que é aquele que une o nosso pequeno fermento ou a pequena semente à força, e o transforma para fazer crescer”. E disse também aos catequistas: “A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atração. E aquilo que atrai é o testemunho… que as pessoas vejam o Evangelho em nossa vida”.
Por tudo isso é importante que a Catequese desperte nos catequizandos um forte compromisso e grande empenho na vivência das obras de misericórdia, como missão fundamental de todo cristão.
Preparação: Montar, no local do encontro, um altar com uma toalha, a imagem de Jesus (melhor se for de Jesus Misericordioso), uma Bíblia, um vaso de flores, uma vela acesa
Material necessário: Papel pardo ou cartolina e canetas ou lápis (duas cores para cada um, sendo que uma delas  deve ser vermelha, para distribuir para o grupo todo); a relação das obras de misericórdia corporais e espirituais:

14 Obras da Misericórdia

Obras Corporais:
1ª Dar de comer a quem tem fome;
2ª Dar de beber a quem tem sede;
3ª Vestir os nús;
4ª Dar pousada aos peregrinos;
5ª Assistir aos enfermos;
6ª Visitar os presos;
7ª Enterrar os mortos.
Obras Espirituais:
1ª Dar bons conselhos;
2ª Ensinar os ignorantes
3ª Corrigir os que erram;
4ª Consolar os tristes;
5ª Perdoar as injúrias;
6ª Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7ª Rogar a Deus por vivos e defuntos.
Como fazer:
1 – Convidar cada participante para desenhar seus pés (os dois). Poderão pisar sobre o papel e desenhar o contorno e depois desenhar os dedos, como pés descalços.
2 – Depois que os pés estiverem desenhados, todos deverão recortar os pés. Então, devem escrever no pé direito as obras de misericórdia espirituais e no pé esquerdo as obras de misericórdia corporais, devem escrever com o lápis ou caneta que não é de cor vermelha.
3 – Quando todos tiverem terminado a tarefa, é o momento de refletir a partir da Palavra de Deus. Leia pausadamente o  texto do “Sermão da Montanha”, que traz as Bem Aventuranças e a missão dos cristão, Mt 5,1-16
4 – Em seguida, peça a todos que reflitam em silêncio sobre o que acabaram de ouvir e destaquem uma das Bem Aventuranças, aquela que precisam aplicar mais na própria vida.
5 – Depois de alguns minutos, leia o texto do Papa Francisco, que está abaixo, proferido na Audiência Geral do dia 6 de Agosto de 2014
“Tal como Moisés tinha estipulado a aliança com Deus, em virtude da lei recebida no Sinai, assim Jesus, de uma colina à margem do lago da Galileia, confia a seus discípulos e à multidão um ensinamento novo, que começa com as bem-aventuranças. Moisés transmite a Lei no Sinai e Jesus, o novo Moisés, comunica a Lei naquele monte, à margem do lago da Galileia. As bem-aventuranças são o caminho que Deus indica como resposta ao desejo de felicidade, inerente no ser humano, elas aperfeiçoam os mandamentos da Antiga Aliança. Nós estamos habituados a aprender os dez mandamentos – sem dúvida, todos vós os sabeis, já os aprendestes na catequese – mas não estamos acostumados a repetir as bem-aventuranças. Então, procuremos recordá-las em nosso coração. … Nas bem aventuranças encontra-se toda a novidade trazida por Cristo; toda a novidade de Cristo está nessas palavras. Com efeito, as bem-aventuranças são o retrato de Jesus, sua forma de vida. Elas constituem o caminho da verdadeira felicidade, que também nós podemos percorrer com a graça que Jesus concede”. (Papa Francisco)
6 – Em seguida, convide a repetir com você as bem-aventuranças, leia uma de cada vez e peça que repitam, todos juntos.
7 – Depois, convide cada um, um de cada vez, a repetir aquela bem-aventurança que destacaram e que precisam aplicar melhor em sua vida.
8 – Assim que todos repetirem a sua bem-aventurança, deverão pegar os pés que recortaram e fazer um círculo vermelho em volta das obras de misericórdia que ainda não colocam em prática na própria vida, nos dois pés. Mostre a eles que as obras de misericórdia são as atitudes de quem vive as bem-aventuranças, e que vivendo essas obras nos tornamos sal da terra e luz do mundo, missão de todos os cristãos e compromisso de todos os batizados.
9 – Quando todos tiverem terminado de assinalar , cada um será convidado a sair do seu lugar e colocar seus pés, com o que escreveu virado para baixo, em torno do altar, de modo que formem um caminho, como se pessoas tivessem passado e deixado rastros.
10 – Convide então cada um a fazer uma oração espontânea, de compromisso com a vivência das bem-aventuranças e das obras de misericórdia. Conclua rezando ou cantando a Oração de São Francisco

Oração de São Francisco de Assis franciscodeassis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
11 – Encerrando o encontro, o catequista deve destacar a importância dos passos de cada um, na direção dos irmãos que estão mais afastados de Deus, para que a missão que Jesus confiou a todos os seus discípulos seja bem sucedida. E após a bênção ou oração final vai convidar os participantes a pegarem um dos pés que estiver no chão, sem escolher ou procurar o que era seu, e levar para casa refletindo sobre o que estiver destacado nele, procurando por em prática sua missão.
Esta dinâmica é uma adaptação da dinâmica “Passos com pés recortados” que foi publicada no livro “Dinâmicas para Celebrações” de autoria de Arnaldo de Oliveira Alves e Volney J. Berkenbrock, e publicado pela Editora Vozes.