quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Quarta feira da 2ª semana do advento



Evangelho (Mt 11,28-30): Naquele tempo,respondendo Jesus, disse: «Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso”
Hoje, acaba o ciclo de leituras semanais que tem como protagonista o profeta Isaías. Ele nos faz ver que a atualidade da vinda do Messias foi anunciada profeticamente.

Esperar o regresso do Senhor, seu “adventus”, exige do cristão um claro propósito de não desfalecer, aconteça o que acontecer até então. Porque não podemos ignorar que a espera nem sempre resulta ligeira, e se pode chegar a pensar que, de fato, considerando a própria fraqueza, não se alcançará a perseverança de uma vida cristã com tenacidade. A tentação do desânimo está sempre perto de nós que somos fracos por natureza.

Também pode nos trair o esquecimento de que o Reino vai abrindo passagem, sobretudo pela vontade de Deus, apesar das resistências dos que não temos uma “determinação determinada”, suficientemente decidida, para buscá-lo acima de tudo e com absoluta prioridade. Muitas vezes nos lamentamos do nosso cansaço: refletimos um pouco e damo-nos conta dos poucos resultados obtidos e, sem o poder evitar, sai-nos da alma uma queixa dirigida ao Senhor, mais ou menos explicita, perguntando-lhe como é que não nos ajudou o suficiente, como é possível que não tenha reparado no trabalho que realizamos. Aqui está nosso pecado! Convertemos Deus em nosso ajudante, ao invés de compreender que a iniciativa é sempre dele e que é dele o esforço principal.

Isaías, nesta perspectiva escatológica que marca as primeiras semanas do Advento, nos lembra quanto é grande e irresistível o poder do Senhor.

Em Jesus Cristo vemos cumprirem-se estas palavras do Profeta. «Vinde a mim (...) e encontrareis descanso» (Mt 11,28). No Senhor, no seu coração amoroso, todos encontramos o descanso necessário e a força para não desfalecer e, assim, poder esperá-lo com uma renovada caridade, enquanto nossa alma não cessa de O bendizer e nossa memória não esquece seus favores.


13/12/12 05:17:47

Jesus, o presente perfeito!


"Da parte de Deus o presente está dado. Como vamos recebê-lo?
Preparemos nossos corações!"

Com o mês de dezembro vem o Natal e os ritos festivos que são próprios desta data.
Estamos vivendo a alegria de saber que Deus nos enviou o que tinha de mais importante: Seu Filho JESUS que se fez homem e habitou entre nós pecadores.
JESUS, o presente perfeito do Pai, é a maior prova de amor que Deus poderia nos dar.

Na gruta de Belém presentes são trocados:
  • É Jesus que se faz presente no meio de nós, presente do Pai.
  • É Maria que se apresenta gratuitamente como mãe
  • É José que se oferece como Pai , provedor da Sagrada família.
  • Os reis Magos e os pastores também se fizeram presentes e a ELE ofereceram seus dons.
Homens grandes de coração simples e homens simples de coração grande.

No céu os Anjos cantaram:”Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados”
A noite se iuluminou de Estrelas especiais a indicar o caminho onde se encontrava o recém-nascido
O galo cantou.
O boi e o burro não dormiram naquela madrugada porque a noite era grande e bonita demais para se ter sono. E também se doaram aquecendo o ambiente com sua respiração quente.
A neve fecundou o chão donde brotaram sementes prenhes de vida para ser presente em flor e fruto.

Repare nos elementos dessa Noite Santa: tudo remete a uma simplicidade ímpar! Noite que nos fala de Amor...Doação... Partilha... Fraternidade...
Noite perfeita! Noite Santa! Noite mágica!
Noite cujo encanto perpetua até hoje e perpetuará sempre que houver disponibilidade para dar e receber.

Da parte de Deus o Presente está dado.
O Senhor está prá chegar!
Convertamos nosso coração, arrumemos a nossa casa interior. Fiquemos vigilantes e atentos.
Busquemos estar em oração na intimidade com Deus e a partir dessa intimidade ir ao encontro do próximo praticando o Amor e a Caridade.
Sinta-se presenteado e seja um presente para o irmão.
Assim a festa da vida continuará.


“No Menino Jesus, Deus se fez dependente, necessitado do Amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso Amor.
Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar através das fachadas lampejantes deste tempo até encontrar, para além delas, o Menino no estábulo de Belém e assim, descobrir a autêntica alegria e a verdadeira luz”.

Papa Bento XVI, Missa de Natal, Basílica de São Pedro
dez/2011

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Como Falar de Deus no mundo de hoje?

 Vejam que texto interessante eu encontrei no blog catequizar com jesus de rodrigo boechaat. É um texto grande, mas que vale a pena ser lido.
Com um óuco de paciência vc chegará ao final da leitura e sairá plenamente satisfeito e enriquecido com as palavras do Santo papa.


Como falar de Deus no mundo de hoje?


28.11.2012 - Cidade do Vaticano: Nesta chuvosa quarta-feira de outono, o encontro semanal do Pontífice com os fiéis se realizou na Sala Paulo VI, no Vaticano. Como é tradição, o Papa leu a sua reflexão em italiano, e na sequência, resumiu o texto em várias línguas. Prosseguindo a série sobre o Ano da Fé, a questão principal da audiência foi “Como falar de Deus no mundo de hoje?”.

Caros irmãos e irmãs,

A pergunta central que hoje nos fazemos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir estradas na sua verdade salvífica nos corações sempre fechado dos nossos contemporâneos e na mente deles tantas vezes distraídas por tantos estímulos da sociedade?

O próprio Jesus, dizem-nos os Evangelistas, no anunciar do Reino de Deus se perguntou sobre isto: “A que podemos comparar o reino de Deus e com que parábola podemos descrevê-lo?” (Mc 4,30). Como falar de Deus hoje?

A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. A primeira condição para falar de Deus é também a escuta de quanto disse o próprio Deus. Deus falou conosco! Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus se interessa por nós, nos ama, entrou pessoalmente na realidade da nossa história, se auto-comunicou até encarnar-se.

Então, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem também tempo para nós, ocupa-se de nós. Em Jesus de Nazaré nós encontramos a face de Deus, que desceu do seu Céu para imergir-se no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a “arte de viver”, o caminho da felicidade; para libertar-nos do pecado e tornar-nos filhos de Deus (cfr Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho.

Falar de Deus quer dizer antes de tudo ter bem claro isso que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isto, falar de Deus requer uma familiaridade com Jesus e o seu Evangelho, pressupõe uma nossa pessoal e real consciência de Deus e uma forte paixão pelo seu projeto de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus.

O método de Deus é aquele da humildade – Deus se faz um de nós – é o método realizado na Encarnação na simples casa de Nazaré e na gruta de Belém, aquela da parábola do grão de mostarda. Não devemos temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que penetra na massa e lentamente a faz crescer (cfr Mt 13,33).

No falar de Deus, na obra de evangelização, sob a orientação do Espírito Santo, é necessária uma recuperação da simplicidade, um retornar ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até a Cruz e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre a uma vida que não tem fim, a vida eterna, a vida verdadeira.

Aquele excepcional comunicador que foi o apóstolo Paulo nos oferece uma lição que vai direto ao centro da fé do problema “como falar de Deus” com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios escreve: “Quando cheguei no meio de vós, não me apresentei para anunciar o mistério de Deus com excelência da palavra ou de sabedoria. Decidi, na verdade, não dever saber coisa alguma no meio de vós senão Jesus Cristo, e Cristo crucificado” (2,1-2).

Então a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia que ele desenvolveu, não fala de ideais que encontrou em qualquer lugar ou inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com ele e falará conosco, fala de Cristo crucificado e ressuscitado.

A segunda realidade é que Paulo não busca a si mesmo, não quer criar um time de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grande conhecimento, não busca a si próprio, mas São Paulo anuncia Cristo e quer ganhar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala somente com o desejo de querer pregar aquilo que entrou na sua vida e que é a verdadeira vida, que o conquistou no caminho para Damasco.

Então, falar de Deus quer dizer dar espaço Àquele que se faz conhecer, que nos revela a sua face de amor, quer dizer expropriar o próprio eu oferecendo-o a Cristo, na consciência de que não somos nós a poder ganhar os outros para Deus, mas devemos conhecê-los pelo próprio Deus, para invocá-lo. O falar de Deus nasce também da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.

Comunicar a fé, para São Paulo, não significa trazer a si mesmo, mas dizer abertamente e publicamente aquilo que viu e sentiu no encontro com Cristo, quanto experimentou na sua existência ora transformada pelo encontro: é trazer aquele Jesus que sente presente em si mesmo e tornou-se o verdadeiro sentido da sua vida, para fazer entender a todos que Ele é necessário para o mundo e é decisivo para a liberdade de cada homem.

O Apóstolo não se contenta de proclamar as palavras, mas envolve toda a própria existência na grande obra da fé. Para falar de Deus, é preciso dar-lhe espaço, na confiança de que é Ele que age na nossa fraqueza: dar-lhe espaço sem medo, com simplicidade e alegria, na convicção profunda de que quanto mais colocamos no centro Ele e não nós, mais a nossa comunicação será frutífera.

E isto vale também para a comunidade cristã: esses são chamados a mostrar a ação transformadora da graça de Deus, superando individualismos, fechamento, egoísmos, indiferença e vivendo na relação cotidiana o amor de Deus. Perguntemo-nos se são realmente assim as nossas comunidades. Devemos colocar-nos de modo a tornar-nos sempre e realmente assim, anunciadores de Cristo e não de nós mesmos.

Neste ponto, devemos perguntar-nos como comunicava o próprio Jesus. Jesus na sua singularidade fala de seu Pai – Abbá – e do Reino de Deus, com o olhar repleto de compaixão pelos inconvenientes e dificuldades da existência humana. Fala com grande realismo e, direi, o essencial do anúncio de Jesus é que torna transparente o mundo e a nossa vida vale para Deus.

Jesus mostra que no mundo e na criação aparece a face de Deus e nos mostra como nas histórias cotidianas da nossa vida Deus está presente. Seja nas parábolas da natureza, o grão de mostarda, o campo com diversas sementes, ou na nossa vida, pensamos na parábola do filho pródigo, de Lázaro e em outras parábolas de Jesus.

Dos Evangelhos vemos como Jesus se interessa por cada situação humana que encontra, se emerge na realidade dos homens e das mulheres do seu tempo, com uma confiança plena na ajuda do Pai. E que realmente nesta história, secretamente, Deus está presente e se estamos atentos podemos encontrá-Lo. E os discípulos, que vivem com Jesus, as multidões que O encontram, vêem a sua reação aos problemas mais absurdos, vêem como fala, como se comporta; vêem Nele a ação do Espírito Santo, a ação de Deus.

Nele anúncio e vida se entrelaçam: Jesus age e ensina, partindo sempre de um íntimo relacionamento com Deus Pai. Este estilo torna-se um indício essencial para nós cristãos: o nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar com de Deus no hoje, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo, daquilo que dizemos com as palavras, que não são somente palavras, mas mostram a realidade, a verdadeira realidade.

E nisso devemos estar atentos para entender os sinais dos tempos na nossa época, isto é, para identificar os potenciais, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, em particular o desejo de autenticidade, o anseio de transcendência, a sensibilidade para a salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta que oferece a fé em Deus. O Ano da Fé é ocasião para descobrir, com a fantasia animada pelo Espírito Santo, novos caminhos em nível pessoal e comunitário, a fim de que em cada lugar a força do Evangelho seja sabedoria de vida e orientação da existência.

Também no nosso tempo, um lugar privilegiado para falar de Deus é a família, a primeira escola para comunicar a fé às novas gerações. O Concílio Vaticano II fala dos pais como os primeiros mensageiros de Deus (cfr Cost. dogm. Lumen gentium, 11; Decr. Apostolicam actuositatem, 11), chamados a redescobrir esta sua missão, assumindo a responsabilidade no educar, no abrir a consciência dos pequenos ao amor de Deus como um serviço fundamental às suas vidas, no ser os primeiros catequistas e mestres da fé para seus filhos.

E nesta tarefa é importante antes de tudo a vigilância, que significa saber entender as ocasiões favoráveis para introduzir na família o discurso de fé e para fazer amadurecer uma reflexão crítica a respeito dos numerosos condicionamentos aos quais são submetidos os filhos. Esta atenção dos pais é também sensibilidade em reconhecer as possíveis questões religiosas nas mentes dos filhos, às vezes evidentes, às vezes secretas. Depois, a alegria: a comunicação da fé deve sempre ter uma totalidade de alegria. É a alegria pascal, que não omite ou esconde a realidade da dor, do sofrimento, do cansaço, da dificuldade, da incompreensão e da própria morte, mas sabe oferecer os critérios para interpretar tudo na perspectiva da esperança cristã.

A vida boa do Evangelho é mesmo este olhar novo, esta capacidade de ver com os próprios olhos de Deus cada situação. É importante ajudar todos os membros da família a compreender que a fé não é um peso, mas uma fonte de alegria profunda, é perceber a ação de Deus, reconhecer a presença do bem, que não faz barulho; e oferece orientações  preciosas para viver bem a própria existência. Enfim, a capacidade de escuta e de diálogo: a família deve ser um ambiente onde se aprende a estar junto, a conciliar os conflitos no diálogo recíproco, que é feito de escuta e de palavra, a compreender-se e a amar-se, para ser um sinal, um para o outro, do amor misericordioso de Deus.

Falar de Deus, então, quer dizer fazer compreender com a palavra e com a vida que Deus não é o concorrente da nossa existência, mas sim é o seu verdadeiro assegurador, a garantia da grandeza da pessoa humana. Assim, retornamos ao início: falar de Deus é comunicar, com força e simplicidade, com a palavra e com a vida, isso que é essencial: o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que nos mostrou um amor tão grande a ponto de encarnar-se, morrer e ressurgir para nós; aquele Deus que pede para segui-Lo e deixar-se transformar pelo seu imenso amor para renovar a nossa vida e as nossas relações; aquele Deus que nos doou a Igreja, para caminhar juntos e, através da Palavra e dos Sacramentos, renovar a inteira Cidade dos homens, a fim de que possa tornar-se Cidade de Deus.

Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, por Últimas e Derradeiras Graças.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

PREPARAÇÃO PARA O NATAL

PREPARAÇÃO PARA O NATAL - PRESÉPIO ESPIRITUAL


Olá povo de Deus!
Chegou dezembro!!!  Que mês encantador, o mês do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Vamos nos preparar?  Vamos nos preparar espiritualmente???


1 DE DEZ. – O ESTÁBULO

 Frequentemente, durante o dia, ofereça o seu coração ao Menino Jesus. Peça-Lhe para fazer dele a Sua casa. – Querido Jesus, tomai o meu coração e fazei-o manso e puro.


2 DE DEZ. – O TELHADO

Procure que o telhado do estábulo esteja em boas condições, para que o Menino Jesus esteja protegido da chuva e da neve. Fareis isto evitando cuidadosamente qualquer pecado contra a caridade. – Jesus, ensinai-me a amar o meu vizinho como a mim mesmo (a).

3 DE DEZ. - FENDAS

Tape cuidadosamente todas as fendas nas paredes do estábulo, para que o vento e o frio não entrem lá. Guarde os seus sentidos contra as tentações. Guarde especialmente os seus ouvidos contra as conversas pecaminosas. – Jesus, ensinai-me a manter as tentações fora do meu coração.

4 DE DEZ. – TEIAS DE ARANHA

Limpe as teias de aranha do seu presépio espiritual. Tire cuidadosamente do seu coração qualquer desejo excessivo de ser louvado(a). Renove hoje esta intenção pelo menos 3 vezes. – Meu Jesus, quero agradar-Vos em tudo o que hoje fizer.

5 DE DEZ. – A VEDAÇÃO

Construa uma vedação à volta da manjedoura do seu coração mantendo uma vigilância apertada sobre os olhos, especialmente na oração. – Meu Jesus, quero ver-Vos.

6 DE DEZ. – A MANJEDOURA

Arranje o canto melhor e mais quente do seu coração para manjedoura de Jesus. Consegui-lo-á abstendo-se do que gostar mais na linha do conforto e do divertimento. – Maria, usai estes sacrifícios para preparar o meu coração para receber Jesus na Sagrada Comunhão.

7 DE DEZ. – O FENO

Forneça feno à manjedoura do seu coração, dominando todos os sentimentos de orgulho, zanga ou inveja. – Jesus, ensinai-me a conhecer e a corrigir os meus maiores pecados.

8 DE DEZ. – PALHA MACIA

Forneça também palha macia à sua manjedoura fazendo pequenos actos de mortificação como suportar o frio sem se queixar, sentar-se e ficar direito(a), não cruzar as pernas. – Querido Jesus, que sofrestes tanto por mim, permiti que eu sofra por Vosso amor.

9 DE DEZ. - FRALDAS

Prepare-as para o Divino Menino pondo as mãos em oração quando rezar, e rezando lenta e pensativamente- Jesus, permiti que eu Vos ame cada vez mais. .

10 DE DEZ. - COBERTORES

Forneça à sua manjedoura cobertores macios e quentes. Evite palavras ásperas e não se zangue. Seja amável e gentil para com todos. – Jesus, ajudai-me a ser manso(a) e humilde como Vós.

11 DE DEZ.- O COMBUSTÍVEL

Traga combustível para o presépio de Jesus. Desista da sua vontade própria: obedeça cuidadosa e prontamente aos seus superiores. – Jesus, que eu faça a Vossa Vontade em todas as coisas.

12 DE DEZ. – A ÁGUA

Traga água fresca e limpa para o presépio. Evite toda a palavra que não seja verdadeira e todo o ato traiçoeiro. – Querida Maria, obtende-me a contrição dos meus pecados.

13 DE DEZ. - PROVISÕES

Traga um fornecimento de comida para o presépio. Prive-se de alguma comida nas horas da refeição ou de açúcar como um regalo. – Jesus, sede a minha força e o meu alimento.

14 DE DEZ. – A LUZ

Procure que o curral  tenha luz suficiente  Seja limpo(a) e ordenado(a) na sua pessoa; mantenha tudo no seu lugar na sua sala. – Jesus, sede a vida e a luz da minha alma.

15 DE DEZ. – O FOGO

Procure ter o presépio do seu coração aquecido por um fogo acolhedor. Seja grato(a) a Deus pelo amor que Ele nos mostrou em Se tornar homem. Seja grato(a) para com os seus pais e parentes. – Jesus, como posso devolver o Vosso amor? Como posso ser grato(a) para conVosco?

16 DE DEZ. – O BOI 

Leve o boi para o presépio.  Obedeça cuidadosamente e sem perguntar "porquê". – Obedecerei por Vosso  amor, Jesus.

17 DE DEZ. – O BURRO

Traga o burro para o presépio. Ofereça ao Divino Menino a sua força física. Use-a ao serviço dos outros. – Jesus, aceitai o meu serviço de amor. Ofereço-o pelos que não Vos amam.

18 DE DEZ. - PRENDAS

Reúna alguns presentes para o Divino Menino e Sua Mãe. Dê esmolas aos pobres e reze uma dezena extra do rosário. – Vinde, Jesus, aceitai as minhas prendas e tomai posse do meu coração..

19 DE DEZ. - CORDEIROS

Procure trazer alguns cordeirinhos, mansos e humildes de coração. – Fazei o meu coração semelhante ao Vosso.

20 DE DEZ. -  PASTORES

Convide os pastores a prestar homenagem ao nosso Rei recém-nascido Imite a sua vigilância, insista no seu discurso e nos seus pensamentos na ideia de que o Natal é importante porque Jesus nascerá novamente em si. – Jesus, ensinai-me a amar-Vos acima de todas as coisas.

21 DE DEZ. – A CHAVE

Forneça uma chave ao estábulo para manter fora os ladrões. Tire do seu coração todo o pensamento pecaminoso, todo o juízo temerário. – Querido Jesus, fechai o meu coração a tudo o que Vos fira.

22 DE DEZ. – OS ANJOS 

Convide os anjos a adorar a Deus consigo. Obedeça cuidadosamente às inspirações do seu anjo da guarda e da sua consciência. – Santo Anjo da Guarda, nunca permitais que eu me esqueça que estais sempre comigo.

23 DE DEZ. -  S. JOSÉ

Acompanhe a dor de S. José ao ver fecharem-se- lhe as portas por seus irmãos e demais parentes e amigos em Belém, de onde ele era natural. Aprenda do seu silêncio e paciência a suportar recusas e desapontamentos Abra totalmente o seu coração e peça-lhe para entrar com a bem-aventurada Virgem Maria. – S. José, ajudai-me a preparar para um merecido Natal.

24 DE DEZ. – A BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

Vá ao encontro da sua Bem-aventurada Mãe. Leve-A à manjedoura do seu coração e peça-Lhe que ponha nele o Divino Menino. Encurte as suas conversas e chamadas telefônicas e passe hoje mais tempo a pensar em Jesus, Maria e José. -  Vinde, querido Jesus, vinde. O meu coração pertence-Vos.


Feliz Natal!!!



Livros são instrumentos de transformação


No mês de outubro a catequista Angela do blog “nos passos de Jesus” convidou catequistas do grupo Catequista Unidos para participar do 1º sorteio “pequena Biblioteca da Fé” .
Fiz a inscriçao no penúltimo dia e jamais imaginaria que seria contemplada. Sou aquele tipo que chamam “pé frio”. Nunca ganho nada em sorteios , rifas, bingos ou outras modalidades do gênero.
Mas desta vez, os anjos conspiraram a meu favor e...bingo! Fui contemplada.
Os livros chegaram já há alguns dias e quero aqui de público agradecer à Angela, tanta generosidade.
A coleção se completa assim:
Infantis:
  • Agapinho - Padre Marcelo Rossi - Ed. Globo.
  • A Bíblia para crianças - Cristina Marques - Brasil Leitura. Uma coleção com 12 histórias do Antigo Testamento e um manual de orientação para pais e professores. Acompanha uma caixinha .  
Adultos:
  • Histórias que o povo conta - uma coletânea com 102 pequenas histórias que ensinam.( Visão Editora).
  • Volta ao mundo sem malas - José H. Prados Flores e Pe.Emiliano Tardif - Editora Canção Nova.
  • A Profecia do Avivamento - Pe. Roger Luis - Ed. Canção Nova.
  • Salmos-Minha vida, Minha Oração - Frei Patrício Sciadini -Editora Canção Nova.
Fiquei realmente muito feliz com a aquisição, pois são livros de alto valor literário.
O livro de Salmos, particularmente complementa as orações diárias. Traz todos os salmos, um por dia, com breve explicação que leva à reflexão, acompanhando também uma oração diária.
Querendo dar continuidade à “corrente do bem” inspirada pela Angela, sorteei o livro infantil “Agapinho" de Padre Marcelo Rossi entre minhas catequizandas de Crisma.
Elas curtiram bastante a ideia e disputaram entre si quem seria contemplada.
Livros são assim: Não podemos mantê-los presos a nós. Uma boa ideia essa da Angela de passar a fonte do saber para outros. Livros são feitos para circular e levar luz às pessoas.

"Livros transformam o mundo. Livros transformam pessoas e a vida se transforma maravilhosa!"


Obrigada Angela, pelo desprendimento que a levou a partilhar obras tão edificantes.
Que Deus abençoe esse seu gesto e que ele se reproduza numa eterna "corrente do bem"

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

TEMPO DO ADVENTO




A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão. Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!
O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.
 
Símbolos do Advento

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser, colocada ao lado do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo Salvador eLuz do Mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.


A COROA ESTÁ FORMADA POR UMA GRANDE QUANTIDADE DE SÍMBOLOS:

FORMA CIRCULAR

Ocírculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma idéia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

AS RAMAS VERDES

Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta. O ramos dos pinheiros permanecem verdes apesar dos rigorosos invernos, assim como os cristãos devem manter fé e a esperança apesar das tribulações da vida.

A FITA VERMELHA

A fita e o laço vermelho que envolvem a grinalda simbolizam o Amor de Deus ou o próprio Espírito Santo a embalar toda criação que é remida com a chegada de Jesus.

AS BOLAS

As bolas simbolizam os frutos doEspírito Santo que brotam no coração de cada  cristão.

AS QUATRO VELAS

As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. 
  • A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. 
  • A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida
  • A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna.
  •  A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

As cores das velas do Advento são:


Verde, Roxa, Rosa e Branca, podendo também serem adotadas velas com as seguintes cores: Roxa, Vermelha, Rosa e Verde ou até também Roxa Escura, Roxa Clara, Rosa e Branca.
Geralmente na Igreja Católica a cor das velas segue a cor das vestes litúrgicas do sacerdote, sendo assim, a cor roxa é usada no primeiro, segundo e quarto domingos do Advento simbolizando a conversão e penitência e, a cor rosa no terceiro domingo (Gaudete) simbolizando a alegria em meio à expectativa da chegada de Jesus.




sábado, 1 de dezembro de 2012

Falando sobre "catequistas"

Ola amadinhos tudo bem?
Ontem recebi o jornal do Padre Reginaldo Manzotti e para minha surpresa há nele um texto muito bem elaborado falando justamente de nós: CATEQUISTAS!!!
Então resolvi compartilhar aqui com vocês:

O catequista é uma pessoa especial.
Sua missão humaniza, evangeliza , santifica, salva as pessoas.
Olhemos para o catequista como um pai/mãe de nossos filhos, um benfeitor da sociedade, um missionário da Igreja.
Vejamos algumas qualidades necessárias ao catequista:

1- sólida espiritualidade. SIM o catequista transmite sua experiência de fé, sua vida de oração, sua convicção interior, sua consciência cristã e eclesial.


2- testemunho de vida. Fala mais pelas boas obras e bons exemplos do que pelas palavras. Faz o que ensina. O mundo acredita mais nos testemunhos do que nos mestres. O testemunho cativa e convence os ouvintes.


3- o amor aos catequizandos. Sem amor aos catequizandos é impossível a verdadeira catequese. Catequizar  é querer bem, o amadurecimento, a santificação e a salvação das pessoas.



4- competência. É preciso ler sempre, participar das formações, aprofundar teologia, cultivar-se permanentemente, preparar bem os encontros. A competência cria confiança e adesão do ouvinte. A mediocridade é inimiga da fé.



5- ser facilitador. Significa ter pedagogia, boa comunicação, cuidar dos catequizandos pela motivação, compreensão e disciplina, ajudando-os nas dificuldades.



6- inserção comunitária. Todo catequista deve ser pessoa inserida na Igreja, envolvida na comunidade, participante das celebrações e da vida da Igreja.



7- conhecer a família dos catequizandos. Esta questão é fundamental , ou seja, conhecer e catequizar as famílias, porque o catequista é também pai/mãe da sua turma, do seu grupo. Daqui brotam muitas inspirações e frutos para a catequese.



8- paixão. Ser apaixonado, entusiasmado, convicto da sua missão. Amar o que faz. Ter desejo, motivação, gosto e fé pela catequese.



9- criatividade. O catequista não deve ser rotineiro, copiador, doutrinador ou pior ainda, apenas leitor do livro de catequese. O grande mal para a catequese é a rotina, a mesmice, a acomodação. Daí a importância da criatividade, interesse, motivação do catequista.



10- adaptação. SIM adaptar-se a realidade dos crismandos é uma exigência e necessidade de qualquer educador. Descer do pedestal, aproximar-se, interessar-se pela pessoa e pela realidade do catequizando é algo indispensável. As pessoas não são objetos, não são apenas números, nem merecem ser tratados como anônimos distantes, desconhecidos. A catequese acontece com a aproximação, a inculturação*, a adaptação. É necessário , pois ter flexibilidade, compreensão e compaixão.



11- paciência. Evitar a agressividade, a precipitação , o desânimo e a decepção, significa ter paciência. Não confundamos paciência com resignação , permissividade, omissão. Paciência significa ter esperança, sempre recomeçar, compreender e perdoar.



12- articulação. O catequista é uma pessoa de diálogo, interação, parceria , aliança. Deverá articular-se com os colegas catequistas, com o pároco, com as outras pastorais e com a diocese. É pessoa aberta, que cria laços de entreajuda a correção, o apoio dos outros e novas idéias. O tradicionalismo, o fanatismo e o fechamento são patologias a serem superadas.



13- profeta. SIM, o catequista é um profeta. Alimenta-se da Palavra e com coragem denuncia o mal e anuncia a verdade, a justiça , o bem. Ser profeta é assumir a dimensão social e transformadora da fé, conhecer a doutrina social da Igreja, unir fé e vida, defender os direitos humanos, a ecologia, o bem comum. Nossos catequizandos devem ser bons cidadãos , ter consciência da realidade social, política e econômica. O profeta ajuda a abrir os olhos,a ter os pés no chão, a lutar pela promoção da dignidade humana.



( colaboração: Dom Orlando Brandes)
arcebispo de Londrina- Pr.

Acredito que nem preciso comentar nada sobre este texto, as poucas linhas ja descrevem TUDO !!!

Abraços carinhosos e beijos abençoados.
Denyse Prado.
catequista.