quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vai um cafezinho?

Entra...senta... toma um café comigo...
Quem resiste a um cheirinho de café quentinho entrando pelas narinas e despertando todos nossos sentidos?

O aroma do café além de ser delicioso tem o dom de provocar lembranças prazerosas da infância.

Eu me lembro quando criança de acordar pela manhã já com aquele cheirinho de café vindo da cozinha até meu quarto.

Sabe como é, casa pequena, o aroma se espalha rapidamente.

O aroma de café juntamente com o som de talheres batendo na cozinha era sinal de um novo dia reiniciando.

Era a certeza da presença materna na cozinha já providenciando com carinho a rotina diária.

Por isso cheirinho de café tem o dom de nos remeter a momentos felizes , tranquilidade e lembranças de infância.

Entra.. senta... toma um café... dizia minha mãe ao receber a visita. E que não eram poucas.

Até hoje, já curvada pelos anos, quando chega alguem para visitá-la fica preocupada se não oferecemos logo uma cadeira e a seguir um cafezinho para a visita.

Hoje, em tempos modernos, onde tudo é urgente , este hábito está um pouco esquecido. Dificilmente temos tempo para um cafezinho com “ a comadre”. 
Nossos encontros são rápidos, quando acontecem... Nunca temos tempo...

Mas há ainda pessoas que nos recebem com esse carinho acolhedor.

Ao passar pela casa de uma amiga no domingo anterior, esta não me deixou sair sem antes provar de seu cafezinho!

É que todos os anos a “virada de ano” eu passo juntamente com essa amiga , amigos de amigos e seus familiares.

Mas neste ano fatos alheios à minha vontade não permitiram que eu estivesse presente.

Então passei apenas para levar o meu abraço fraterno de amizade de tantos anos.

A recepção foi tão calorosa que não tive como recusar seu cafezinho, que foi feito na hora exalando aquele cheirinho que não aceitava mesmo recusas.

Ficamos ali na cozinha por alguns minutos, descontraídas, rodeados por suas filhas e netas conversando … jogando conversa fora...

Foram minutos preciosos que valeram horas, minutos que talvez eu não os tivesse diante dos tantos convidados no encontrão de final de ano.

Momentos íntimos, de prazer intenso que me deixaram reabastecida pelo resto do dia...

E aí? Quer tomar um café comigo?

Entra ...senta... a casa é nossa...Conte-me as novidades...
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edi-mendes@hotmail.com

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O trem da vida

Viajando no trem da vida...

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
Infelizmente, isto não é verdade. Em alguma estação, eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis, mas isto não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem: nossos irmãos, amigos e

companheiros inesquecíveis

Muitas pessoas tomam o trem, apenas, a passeio. Outros encontrarão nessa viagem, somente, tristezas. 

Outros, ainda, circularão pelo trem, sempre prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas. Outras tantas passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém sequer o percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos e somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade, o nosso vagão, a fim de chegarmos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já haverá alguém ocupando aquele lugar.

E assim é a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... Porém, jamais, retornos. 

Façamos, pois, essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, os que tiverem de melhor, lembrando sempre, que em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isto, porque nós, também, fraquejamos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos os nossos companheiros de viagem, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se, quando descer desse trem, sentirei saudades... Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos que fiz nessa viagem, será, no mínimo, dolorido, como deixar meus filhos, fazendo a viagem sozinho.

Isto, com certeza, será muito triste, mas, me agarro a esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz será verificar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem da vida, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcamos, o nosso vazio deixe saudades e boas recordações para todos aqueles que prosseguirem a viagem...

Texto de Silvana Duboc

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Este texto foi refletido com os catequisandos de Crisma no encerramento da catequese. 
 Muitos estavam descontentes ao saber da decisão do padre em planejar uma nova situação para o ano seguinte com outras catequistas e também outros amigos   de turma. 
Um ano juntos fez com que  adquiríssimos um vínculo de amizade e cumplicidade muito forte. Isto é comum acontecer não só com colegas da mesma turma de catequese assim como também com colegas de escolas e quaisquer outros grupos.
 O texto teve o objetivo de mostrar a eles que a vida é como se fosse uma grande viagem.  Nem sempre é possivel permanecer "acomodados" no mesmo quintal. Ou no mesmo trem. Alguns permanecem, outros devem ir. A viagem é cheia de surpresas agradáveis, mas também de imprevistos e tristezas. 
Alguns retornam, outros não. O importante é aproveitar bem cada momento ao lado das pessoas que nos cercam, vivenciar juntos boas experiências.
 Mesmo que alguns se vão ou eu mesma precise ir, que deixemos boas recordações e que estejamos preparados e abertos a novas experiências de vida. Interprete tudo como uma nova oportunidade de crescimento!



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A C F na vida e missão da Igreja



A Campanha da Fraternidade realizada pela Igreja Católica é um projeto de evangelização já incorporado à cultura brasileira.
Vemos com alegria que os temas propostos pela Igreja na realizaçaõ da C F extrapolam as fronteiras de nossas comunidades e repercutem em vários segmentos da sociedade, como os poderes públicos, nos meios de comunicação, em outras denominações religiosas, nas escolas e universidades.
Todos os anos a C F escolhe um tema para debate em nosso país.
Os temas escolhidos incidem em realidades onde a fraternidade se encontra ferida, o que traz dificuldades, sofrimento e até morte em parcela considerável de nossa população.
No entanto, nem sempre esse clamor é perceptível.
A C F póe em evidência tal realidade em vista da conversão para rejeitar esse pecado social, procurando assim despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus que busca o Bem comum.
Procura educar para a vida em fraternidade, na justiçaa e no amor, e renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, na construção de uma sociedade justa e solidária, objetivos permanentes da C F.
Reaçlizando a C F com essas temáticas, a Igreja faz que a ação evangelizadora incida nas dinâmicas sociais e testemunha perante a sociedade a sua fidelidade ao compromisso de anunciar Jesus Cristo para que “todos tenham vida em abundância” . (Jo 10,10 )

Pe. Luis Carlos Dias
Secretário executivo da C F







 
"Tendo como referência a cruz de Jesus Cristo, o cartaz traz, em primeiro plano, uma jovem que demonstra alegria em responder ao chamado que Deus lhe faz. A Igreja acredita nessa disponibilidade da juventude, nessa resposta do jovem que encontra na sua comunidade a abertura, a provocação e a oportunidade para um serviço à Igreja e à sociedade", disse Dom Eduardo. 

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Somos filhos amados do Pai


Batizados em nome da Santíssima Trindade, entramos a fazer parte da comunidade, a grande Família de Deus. É aí que alimentamos nossa fé e fortalecemos nosso compromisso com Jesus e com os irmãos.
Nosso principal compromisso é seguir o caminho de Jesus, procurando viver uma vida nova, passando da solidariedade no pecado à solidariedade no amor e assumindo o projeto de uma vida livre da injustiça e da corrupção. Jesus passou a vida fazendo o bem; somos convidados a imitá-lo.



Pe. Nilo Luza, ssp
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

NÃO À VIOLÊNCIA!


O caso Daniela Nogueira Oliveira ,jovem de 25 anos grávida de nove meses, baleada na cabeça em frente ao condomínio onde morava, Bairro Campo Limpo, São Paulo repercutiu bastante na mídia e emocionou a todos. Reportagens sensacionalistas não faltaram. De fato, o crime chocou a todos que dele tomaram conhecimento.
A mídia está sempre a nos trazer esse tipo de notícia que revelam o lado mais torpe e cruel que o ser humano revela a cada dia mais, extravasando crescentemente sua natureza animalesca.
Todos nos sensibilizamos com o “caso Daniela”, como já nos sensibilizamos com outros tantos casos já acontecidos.
Uma cesariana de emergência foi feita para salvar a vida do bebê. Uma vida tirada brutalmente e um início de vida que pode vir carregada de traumas apesar de todo amor que a família certamentte dará a esse novo ser.
Nã existe palavras que possam definir o sentimento de revolta e a dor dos familiares e amigos.
Quando fatos assim cruéis e aviltantes acontecem, familiares e amigos se mobilizam envolvendo toda a sociedade que também clama por justiça.
Ostentam-se cartazes pedindo paz , camisetas com estampas da vítima são confeccionadas num intuito de lembrar: “ que outras vítimas não sejam feitas” , Que esta perda não seja em vão”, “Até quando?.. pergunta-se. Criam-se grupos , associacões e movimentos para evitar a criminalidade. Governos propoem programas para alterar esse estado caótico em que a sociedade vive, inúmeras ONGs se esmeram em seu trabalho para afastar os jovens das ruas e das drogas, Igrejas também se mobilizam com seus trabalhos socias de recuperação ou programas que entusiasmem o jovem a seguir o caminho do Bem, proposto por Jesus Cristo. Tudo muito válido, indispensável e digno dos mais nobres elogios. Mas o resultado é fracionário perto do MAL que se alastra a cada dia.
Passado o furor da indignação tudo volta ao normal. Nossa vidinha continua até que novo incidente venha sugerir novos conclamos de paz, novas passeatas. O nosso inconsciente está tão carregado de acontecimentos negativos, que acaba por se tornar corriqueira a violência diária presenciada..
Porque não se consegue barrar tanta violência? nos perguntamos.
Fala-se tanto em CULTURA DA PAZ, mas pratica-se a CULTURA DA VIOLÊNCIA.
Onde estaria o segredo para barrar essa onda de criminalidade?
Viiolência e criminalidade sempre existiram, desde os primórdios da civilização .Guerras sempre existiram, povos sempre dominaram outros e intolerância religiosa também sempre esteve presente nas civilizações.
Mas já se comprovou através de estudos feitos por sociologos que ela se alastra a cada dia mais.
A nossa sociedade não tem mais o perfil de antigamente, onde o crime existia sim, mas havia indícios de como fugir dele ou evitá-lo.
Crimes cometidos por traição, dinheiro, contendas, serial killer, já eram preocupantes para a sociedade. Mas quando este passa a ser praticado pelo cidadão comum, quando há um sério desrespeito e desvalorização pela vida do próximo, uma falta total e desprezível de compaixão pelo outro, então a preocupação fica visível e generalizada.. Já não temos mais tranquilidade em locais onde antes era de livre acesso. Escolas, igrejas, comércio, praças públicas...Em qualquer lugar o cidadão respira insegurança. Mesmo dentro de nossos lares não estamos seguros.
Mata-se por nada. Sete reais, foi o motivo de um dos últimos assassinatos cometidos, divulgados pela mídia.
Que perigo representava Daniela, jovem grávida de nove meses , para os assaltantes?
É a maldade, a crueldade dominando o ser humano.
O homem está perdendo sua racionalidade. Expulsamos o BEM em nosso dia a dia em favor do MAL.
Expulsamos o Cristo de nossas casas e o trocamos por BARRABÁS”,li num artigo de um sociólogo. No que não há como contestar. É realmente isso que estamos vivendo. Como já disse em outro texto “Deus está engavetado”. Não há mais necessidade Dele e dos seus  ensinamentos bíblicos. 
Cada um faz a sua Lei.

Qual o remédio capaz de minorar esse grande  sofrimento social e estancar  essa imensa sangria ? 
A solução é simples, mas de dificílima aplicação, diz o psicólogo Carleial Bernardino Mendonça

Seria necessário e urgente que se suprimisse o erotismo, a promiscuidade, a violência, o horror e a prostituição da Televisão, do cinema, do teatro, das revistas, jornais e de qualquer outro meio de comunicação.

Em seguida, os governantes, políticos, educadores, pais, e autoridades deverão voltar os seus interesses imediatos para o Bem comum, procurando diminuir as desigualdades econômicas e culturais (pilares da violência) existentes entre as diversas camadas sociais.

Seria isso possível a nível mundial? Pensemos....

veja mais sobre o assunto no link abaixo


Carleial. Bernardino MendonçaPsicólogo-Clínico pela Universidade Católica de Minas Gerais  e Estudante de Direito da faculdade de Direito Estácio de Sá,em Belo Horizonte-MG.


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