sábado, 22 de fevereiro de 2014

O perfil do catequista de iniciação cristã

Catequista!

És chamado a ser uma pessoa convertida, evangelizada, entusiasmada.

Pessoa de oração diária, que fez a experiência do amor de Deus e dá catequese como um ato de amor.

És chamado a refletir em teu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus Cristo, seu reino e sua Igreja.

A transmitir uma experiência de vida, não uma teoria, nem uma doutrina racional e vazia.

Tua alegria vai tocar, convencer, inflamar, atrair as pessoas ao seguimento de Jesus. Quanto mais alegria tiveres, tanto mais a tua catequese será agradável e convincente. A alegria é sinal da fé, manifesta a experiência feita do amor de Deus e o desejo de comunicá-la. 
 

És chamado a ter fé, competência e metodologia, mas a transmitir tudo isso através da alegria. 

És chamado a fazer a experiência do amor de Deus, mas não para guardá-la só para ti. Jesus te convida a partilhá-la com os irmãos.  Este teu amor vivido despertará o coração dos ouvintes. Quanto mais amares a tua sala, os teus catequizandos, tanto mais vai cativá-los no amor de Deus. Por teu intermédio os catequizandos sentirão a alegria de descobrir que são amados por Deus. 

És chamado a mostrar quanto amor Deus tem por nós, dando-nos Jesus na manjedoura, na cruz e no sacrário. A dar a conhecer essas grandes provas de amor que são sua morte e ressurreição.

Através de ti, todos conhecerão esta carta de amor que é a Sagrada Escritura.

Ensinarás que os sacramentos são gestos, abraços e beijos do amor de Deus.

 Poderás fazê-los entender que até o sofrimento, enquanto chance de conversão e crescimento, é também amor de Deus, advertência e providência de Deus para o nosso bem.

Através de ti, poderão conhecer a nossa Igreja como mãe amorosa que nos acolhe, batiza, crisma, perdoa, alimenta e reza por nós.

És chamado a compreender que a catequese é um ato de amor de Deus e da Igreja para nossa felicidade e salvação. 

És chamado a dar uma catequese com amor e por amor e com alegria, para suscitar no coração do iniciante  a esperança de ser melhor, o desejo de mudar, a aspiração de se converter e se salvar

 e de ajudar os outros a descobrir  este amor. 

Tu, catequista da Iniciação Cristã, és chamado a ser homem e mulher de oração, a fazer diariamente a meditação da Palavra de Deus, num ritmo de silêncio, de escuta, de oração pessoal.

És convocado a permanecer na “escola da Palavra” para interiorizar a mensagem e comunicá-la com ardor.

És um contemplativo que transmite o que armazena em teu coração. “A boca fala do que vem do coração”.

És chamado a fazer acontecer a catequese apostólica: “Chamou quem Ele quis, para estar com Ele e enviou-os a evangelizar” (Mc 3, 14-15). 

A Igreja espera de ti competência: deves ser uma pessoa que estuda, faz cursos, tem o hábito de leitura, procura cultivar-se. Deves ter pedagogia e metodologia de ensino, imitando o Mestre Jesus. 

Deves ser humano, isto é, ter cuidado, carinho, amor, ternura e responsabilidade pelos catequizandos. Ter um amor exigente e levar a sério tua missão.

Catequista, és convidado a ser pessoa que é capaz de conviver e partilhar e formar comunidade, uma  comunidade a exemplo dos primeiro cristãos. Que possas ajudar a dar um testemunho de amor para que todos possam exclamar:

- Vejam como eles se amam! Eu também quero participar desta comunidade!

Catequista, foi por tudo isto que Jesus quis te escolher e te convidar para estar com Ele e te enviar em missão!
Jesus te ama, acredita e confia em ti!   

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Formação : O que ´´e espiritualidade cristã

 

Espiritualidade cristã e qualidade de vida

Uma vida com qualidade exige de todos nós uma vivência espiritual
Quando falamos em qualidade de vida, logo nos lembramos de uma alimentação saudável, exercícios, noites de sono bem dormidas e outras centenas de métodos que visam cuidar da pessoa de um modo que possa viver mais e melhor. Mas onde entra a espiritualidade cristã dentro do contexto da qualidade de vida?

Hoje, o ser humano é visto como um todo. Não somos um compartimento com gavetas diferenciadas. Tudo o que faz parte de nós compõe aquilo que somos. E a espiritualidade está presente naquilo que faz parte de nossa existência em sua totalidade.

Quando descuidamos da alimentação, o nosso corpo, as nossas emoções, o nosso humor, o nosso sono, a nossa autoestima, o nosso desempenho no trabalho, as nossas motivações respondem de maneira negativa. O mesmo processo acontece quando descuidamos de nossa espiritualidade. Todo o nosso ser responde negativamente.

Uma qualidade de vida saudável também exige que a espiritualidade seja cuidada. Muitos adentram em complexos processos de depressão sem saber o real motivo desse estado negativo que, aos poucos, vai se enraizando na vida. Em muitos casos, alguma área social, psicológica ou espiritual sofreu algum abalo. Além do acompanhamento médico e psicológico, faz-se necessário que o paciente também ajude a si mesmo. É neste momento importante do processo de cura que a espiritualidade ocupa uma importante função.
Uma vida com qualidade exige de todos nós uma vivência espiritual saudável e equilibrada, na qual possamos cuidar de todos os outros aspectos que nos compõe, sem deixarmos de lado nenhum deles, incluindo nossa espiritualidade.

Adquirimos uma qualidade de vida espiritual saudável quando reservamos um tempo para a nossa oração diária.
A oração nos devolve a paz e nos coloca em contato com nossa própria alma e com Deus já presente nela. Silenciosamente, o Senhor vai transformando o nosso interior para que o exterior seja um reflexo daquilo que foi sendo cultivado nos tempos sagrados reservados para o nosso crescimento na fé, na esperança e no amor.

A espiritualidade somente é saudável quando é vivenciada com equilíbrio. Tudo o que foge ao equilíbrio torna-se espiritual e psicologicamente perigoso. O trabalho, o esporte, o lazer, a diversão, o descanso, a participação na vida de comunidade são importantes para o nosso crescimento humano, social, mental e espiritual.
E em todos estes ambientes a espiritualidade deverá estar presente. A experiência de Deus que trazemos gravada em nossa alma não fica isolada das outras experiências da vida, mas as potencializa.

Quem separa a vida social da experiência espiritual que traz em si, perde-se nos territórios de sua própria alma. O equilíbrio entre a vida e a fé não são motivos para nos afastar das diferentes realidades que nos interpelam. 
Uma vida espiritual madura, sadia e equilibrada abre-nos um caminho de paz que é trilhado a partir das experiências de fé que estão sendo cultivadas em nosso próprio coração.

Quem descobriu na espiritualidade um jeito maduro de ser mais humano e divino, encontrou em si mesmo o segredo do amor de Deus que em nós equilibra todos os aspectos da vida.

Padre Flávio Sobreiro

Formação: Espiritualidade do Catequista

 

 

A PESSOA DO CATEQUISTA E SUA ESPIRITUALIDADE



O Diretório Catequético Geral n.º 114, diz: “A missão confiada ao catequista exige dele uma intensa vida sacramental e espiritual, o hábito da oração, o sentido profundo da excelência da mensagem cristã (...) a atitude de caridade, humildade e prudência”.
A Espiritualidade está no modo de ser, viver, falar e agir das pessoas. Quando perguntamos: qual é a espiritualidade de tal santo? A resposta logo vem caracterizando o(a) santo(a) pelo que foi e fez. Por exemplo: Santa Paulina: amor aos pobres, doentes, pela sua simplicidade, grande ideal pela missão, amor profundo a Jesus Cristo, transformado em ação. A oração é o alimento que sustenta o ser e o agir.

O catequista é alguém que deixa o Espírito habitar em
sua vida.
 Ter espiritualidade significa estar sempre aberto à ação do Espírito que age em nós.
 Contudo não se pode confundir espiritualidade com momentos de oração. Isso seria restringir a espiritualidade.
 A oração é o respiro do coração, mas a espiritualidade abraça a vida toda, em todas as suas dimensões.
O catequista deve ter espiritualidade cristã no sentido de deixar o mesmo Espírito que guiou Jesus, também orientar e moldar a sua vida.
 Sua espiritualidade deve ser alimentada também pela Palavra de Deus, centro de toda a sua ação catequética.
Principalmente, alimentada  na vivência dos sacramentos, em especial da Eucaristia.


JESUS É O CENTRO DA ESPIRITUALIDADE


A maior fonte da espiritualidade é Jesus Cristo. Dele emanam outras fontes: a vida, a Palavra de Deus, a Eucaristia e a missão.

  Jesus nos diz “Vem e segue-me”.

 Seremos preenchidos por Jesus se realmente o seguirmos sem restrições. É preciso deixar para traz a vida velha dos comodismos, irresponsabilidade, medo, consumismo... para assumir o caminho de Jesus, ou seja vida nova.



O Catequista de Iniciação Cristã tem quatro pilares nos quais se afirma:


 1) Oração diária, vida de oração que brota da fé. Deve ser mestre de oração.

 2) Competência: é uma pessoa que estuda, faz cursos, tem o habito de  leitura, procura cultivar-se.

 3) É humano, isto é, tem cuidado, carinho, amor, ternura e responsabilidade pelos catequizandos. 4)Tem um amor exigente que leva a sério sua missão.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ser catequista: "Um chamado de Deus"





PARA QUE DEUS NOS CHAMA?
Ele nos chama para: anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.

NOSSA VOCAÇÃO É UM PRESENTE DE DEUS. Somos chamados porque DEUS nos ama. Este amor exige uma resposta.
Nossa vocação de catequista se insere e tem sua raiz na vocação cristã. No Batismo e na Crisma recebemos o compromisso de colaborar no anúncio da Palavra de DEUS, segundo as nossas condições.

TER CONFIANÇA EM DEUS.
Pensamos, muitas vezes que não somos capazes de realizar a nossa missão catequética. Isto pode até nos levar ao desânimo. Por isso, é importante que confiemos em Deus, certos de que é um serviço de DEUS e para DEUS.

O SER CATEQUISTA SE RENOVA CADA DIA.
Os catequistas, através de sua missão, experimentam momentos de alegria, de paz, de entusiasmo, apesar do cansaço, das renúncias e dos sacrifícios. A lembrança, renovada cada dia, do primeiro chamado de Deus, ajuda a sermos perseverantes e fiéis.

COMO A NOSSA VOCAÇÃO DE CATEQUISTA SE MANIFESTA NO DIA-A-DIA?
Há sinais evidentes que transparecem na nossa vocação, tais como: gosto pela
catequese; busca de criatividade para melhorar os encontros catequéticos;
esperança de melhorar a nossa sociedade; comunicação no grupo de catequista; alegria ao sentir os bons resultados; motivação para obter uma crescente formação e a consciência de
ser enviado em nome da Igreja.


A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA É COMUNITÁRIA.
Ela abrange toda ação da comunidade. Quando o catequista tem consciência de
que o seu chamado foi feito por DEUS e que foi enviado pela comunidade,
desempenha nela um serviço eficaz e efetivo. Colabora também na transformação da sociedade, pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de DEUS.



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Vocação, chamado de Deus...


Bem queridos catequistas, se em muitas paróquias a catequese já teve início, aqui em minha paróquia , ela terá início nesta semana.
 Iniciaremos com o tríduo catequético de formação a partir da próxima quinta feira, dia 13 de fevereiro. No domingo, dia 16 será celebrada a missa do envio com a participação também dos pais e catequizandos.
 Um momento de muita alegria , mas também de compromisso sério e responsável com a missão a que seremos enviados. Missão que assumimos voluntariamente atendendo a um chamado de Deus para  
anunciar a sua Palavra, ser testemunhas dos valores do seu Reino e para sermos os porta-vozes da sua mensagem.
 Deus que me chamou à vida,  agora já tendo recebido o sacramento do batismo,  me chama para serví-lo construindo comunhão com nosso  semelhante e a ser projeto de vida.
A vocação é como um diálogo entre Deus e o vocacionado. A iniciativa é de Deus que espera do vocacionado uma resposta. 
Nós catequistas demos nossa resposta , mas, muitas vezes nos desanimamos perante às dificuldades , achamos que não somos capazes e nos deixamos levar pelo desânimo. Muitos até desistem . 
 Mas Deus , que é Pai e confia em nós e nosso trabalho , espera de nós também confiança e perseverança e fala conosco através das entrelinhas do cotidiano. É preciso estarmos atentos aos sinais que Deus nos dá para transmitir seus desígnios.
 Um catequista preocupado com o bom desenrolar de seus encontros, cuidadoso no preparo do mesmo evidencia um perfil carismático favorável à missão que aceitou .
 Também a consciência de seu papel transformador, o desejo de mudanças, o aproximar-se das crianças e jovens levando-lhes ensinamentos pautados na Palavra de Deus, visando um mundo mais amoroso e fraterno, tudo isso é sinal do Espírito de Deus agindo em seu coração.
 Na Catequese passamos por momentos de alegria e paz, mas também dificuldades por tantos fatores alheios como dificuldade de compreensão e colaboração de muitos pais, crianças displiscentes e até indisciplinadas, tudo pode levar o catequista ao desânimo e até ao abandono da missão.
Cultivar uma íntima amizade com Deus,mantendo uma constância na oração aprenderemos a discernir o que é realmente sinal de Deus ou meramente uma ideia fixa ou mero desejo passageiro.
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O vídeo acima é um testemunho emocionante de Angela Vieira, Catequista de Londrina , http://catequistaamadora.blogspot.com, onde ela narra  em que momento foi tocada pelo 'Chamado " De Deus para a missão de Catequista. 

Vale a pena conferir!




 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

eu posso...eu quero...eu vou conseguir

FRASES QUE NÃO DEVEMOS USAR


Resolvi separar algumas frases, atrapalham um bom planejamento da catequese impedindo que diversos grupos de catequistas pelo menos tentem fazer coisas diferentes, saindo da mesmice e do marasmo. São elas:
Que ridículo!
• Não temos tempo.
• Em time que está ganhando não se mexe.
• Está bom assim. Por que mudar se está funcionando bem?
• Ninguém vai participar. É melhor nem fazer.
• Nunca fizemos isso antes. Não vai funcionar.
• Não estamos preparados para isso.
• Isso é problema deles, não nosso.
• Vamos pôr os pés no chão.
• O Padre não concordaria com isso.
• Não é prático.
• Custa muito caro. Não está no orçamento.
• Já tentamos assim.
• Alguém já tentou antes?
• Será que o conselho pastoral aprovaria?
• Não é nossa responsabilidade.
• Os pais não querem nada com nada. Não adianta convidá-los.
O medo não pode ser o maior sentimento entre nós, lideranças pastorais, catequistas e coordenadores. Quem sabe você arrisca a enfrentá-lo? Quem sabe você tenta fazer coisas diferentes? Quem sabe você partilha com os demais os seus sonhos, projetos e desejos para a catequese?

Se eu disser “Eu posso, eu quero, eu vou conseguir” e acreditar nisso, o universo conspira a seu favor. Mas por favor, não desista antes de pelo menos tentar.
“Eu posso, eu quero, eu vou conseguir.”
E você conseguirá.