domingo, 10 de março de 2013

Em busca do perdão



O filho pródigo 
(Lc;15,11-32)

Considero a parábola do Filho Pródigo um dos mais edificantes e comoventes textos bíblicos que a Sagrada Escritura nos apresenta.
A arrogância e imaturidade do filho que se julga independente e preparado para se aventurar a viver sua vida longe da casa paterna culmina com sua própria ruína.
Deslumbrado com as facilidades que o dinheiro lhe traria, exige sua “herança” e aventura-se ao desconhecido, com uma falsa ideia do que seria a “terra distante”.
O Pai permite. Dá-lhe liberdade de agir. E o impulsivo filho parte...Só não contava com as adversidades que cedo ou tarde apareceriam. Sim, porque o mundo não deixa de ser uma incógnita. E o filho não estava preparado para situações inusitadas.
A “terra distante” se revelou um mundo egoísta, das falsas relações, da exploracão do homem, da calúnia e da mentira. É o mundo do “quem pode mais” ou do “salve-se quem puder”. O mundo dos prazeres fáceis e passageiros. O mundo da solidão mesmo rodeado de pessoas. E foi assim que de repente o filho se viu.
Sem dinheiro, sem amigos, sem dignidade. A mendigar um trabalho qualquer, desejando comer a comida dos animais.
Os vícios o corromperam moralmente, levando- o à degradação humana Uma solidão múltipla. Sem dinheiro, sem amigos, sem dignidade, sem Deus...
Mas o filho se ergue. Diz o texto: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai(18)
Era a hora de levantar-se e voltar para a Vida.
O Filho “cai em si”(17)  e toma consciência de seu estado real. Reconhece o seu erro...É o arrependimento sincero batendo à porta! E o Filho volta. Não altaneiro como partiu, mas humilhado, envergonhado. Ele pede perdão ao Pai. Quer ser reintegrado no seio da família: “Pai, pequei contra Deus e contra ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho.(21)”Trata-me como a um de seus empregados”.(19)
É o reconhecimento do erro, o arrependimento sincero. O pedido de perdão de quem se reconhece realmente culpado e quer uma nova chance de recomeçar.
E o Pai o recebe de braços abertos. Não pergunta pelos motivos do retorno. Apenas é movido pelo sentimento de compaixão. Já não haverá mais noites de angústias, preocupações. Uma festa é feita para celebrar a volta do filho , gerando revolta no irmão mais velho, que contesta.
Mas o pai amoroso retruca: “Filho , você esteve sempre comigo, e tudo o que é meu é seu. Mas é preciso nos alegrar, porque esse seu irmão estava morto, e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado”( 31- 32)







Os Filhos Pródigos de hoje

A parábola do filho pródigo é sem sombra de dúvida uma passagem riquíssima do evangelho de Cristo. A misericórdia e o perdão divino nunca foi tão bem retratado como nessa parábola.
Sempre que a ocasião oportuniza gosto de refleti-la nos meus encontros de catequese.
A história se repete frequentemente em nossos dias quer nas famílias, quer nas comunidades , nos movimentos pastorais e até mesmo entre nossas crianças e jovens da catequese.
Filhos que se afastam das famílias desejosos de assumir a própria vida, iludidos por um mundo de facilidades são levados pelas drogas. Não suportam a disciplina e regras estabelecidas pelos pais na família gerando conflitos devido a essa indisciplina e negação da autoridade paterna.
Outros partem simplesmente por partir. São aventureiros, não sentem prazer na vida em família ou mesmo na comunidade em que vivem.
Outros ainda sentem-se perdidos numa comunidade marcada por disputas, invejas e egoísmo. Falta o verdadeiro testemunho de seus membros. Aqueles que deveriam dar seu exemplo de vivência cristã acabam por abalar a fé de alguns jovens ainda em formação que acabam por desacreditar no amor e por fim desertam.
O Pai do evangelho de hoje ( Filho Pródigo), nos fornece belo exemplo de amor e acolhida.
Deus é como esse Pai que fica feliz ao ver o filho retornando para casa e prepara um banquete para festejar.
A família e a comunidade devem ser locais de acolhida e perdão. Todos têm direito à redenção, a uma segunda oportunidade.

Traga o texto para sua realidade

 O texto é trazido para a realidade dos jovens de hoje, no sentido de alertá-los para os perigos em se agir muitas vezes impulsivamente e imaturamente.  Assim agindo, acabam por desprezar os conselhos dos pais e correm o risco de embrenhar-se por caminhos tortuosos.
A intenção não é mostrar como consequência a volta do filho humilhado e vencido. Mas sim ressaltar o infinito amor de Deus pelos pecadores. Um Deus que aceita os inaceitáveis , perdoa os imperdoáveis e acolhe os desprezíveis.
Assim é nosso Deus! Ele é o Pai que confia em nossa capacidade de sermos melhores e faz festa quando mudamos de vida porque sabe que só assim seremos felizes. Deus é o Pai que nos ama incondicionalmente.

A parábola aplicada à realidade nos leva a refletir sobre o perigo das decisões tomadas por impulso. Indica também que o dinheiro nem sempre é garantia de vida próspera e satisfatória. Sentimentos e relações também devem ser considerados e bem administrados.
Como na parábola, cada um é convidado a “cair em si”, voltar o olhar para dentro de sua própria vida, a tomar consciência do seu estado real e ser crítico de si mesmo . 
Perscrutar erros e acertos e encaminhar seus passos na direção certa, tendo sempre a humildade de reconhecer suas falhas.
Há sempre a esperança de recomeçar...

Sempre há um novo caminho à nossa espera...


Guardando para a vida:

O filho pródigo desperdiçou todos os bens materiais que o pai lhe deu como herança.
E você , que uso está fazendo dos dons e bens que Deus lhe deu?
Está fazendo bom uso deles? Ou desperdiçando-os?
   











sexta-feira, 8 de março de 2013

Meu nome é mulher




No princípio eu era Eva
Nascida para a felicidade de Adão
E meu paraíso tornou-se trevas
Porque ousei libertação!



Mais tarde fui Maria
Meu pecado remiria
Dando à luz Aquele
Que traria a salvação!
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão!



Passei a ser Amélia
“A mulher de verdade”
Para a sociedade!
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com igualdade!



Muito tempo depois decidi:
“Não dá mais!
Quero minha dignidade,
Tenho meus ideais!”
Mas o preconceito atroz
Meus 129 nomes queimou
Então o mundo acordou
Diante da chama lilás!



Hoje não sou só esposa ou filha;
Sou pai, mãe, arrimo de família;
Sou ourives, taxista, piloto de avião,
Policial feminina, operária em construção!



Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser!
Meu sobrenome é Competência
O meu nome é Mulher!


Autora: Pérola Neggra
Fátima Aparecida Santos de Souza
Policial Militar em Mauá/SP/Brasil


Dia Internacional da Mulher: Mulheres famosas

Considero esse texto de Pe. Nilo Luza ainda atualíssimo e por essa razão merece ser republicado neste "dia Internacional da Mulher". 
Na verdade a mulher não precisa de um dia específico , de uma data pré-estabelecida para ser lembrada. Todo dia é seu dia, pois está sempre presente e atuante com seu admirável dinamismo.
Parabéns a todas as mulheres que de alguma forma  exercem sua influência na sociedade visando uma transformação progressiva para melhores dias.

 "Mulheres famosas e comprometidas com a causa do Reino de Deus"

A mídia divulga diariamente certas personagens, atores e atrizes de cinemas e novelas, personalidades públicas, e as torna famosas pela constante apresentação à sociedade. Muitos sonham com uma exposição assim para se tornarem também famosos.
Maria, mãe de Jesus é a mulher famosa por excelência, não pela exposição na mídia- que naquela época nem havia, mas pelo fato de ser, graças a seu “sim” a Deus, mensageira da boa- -nova trazida por Jesus.Ela foi engrandecida pela graça de Deus e pela fidelidade ao compromisso que Deus lhe confiou.
É exemplo a ser seguido, pois colaborou com o plano de salvação que Deus tem para a humanidade. Ainda hoje ela nos convoca e nos indica o caminho a seguir: “fazer tudo o que Jesus nos pede”.
A exemplo de Maria há muitas “mulheres famosas”, que mesmo no anonimato, estão comprometidas com o projeto de Jesus e trabalham pelo crescimento do Reino de Deus. Elas também nos fazem o constante apelo a “fazer o que Ele disser”.
Sem essas “mulheres famosas” que atuam em favor da vida e contra os sinais de morte, não haverá transformação da sociedade. Atentas aos sinais dos tempos, a exemplo de Maria, unem-se à missão de Jesus e procuram, com seu trabalho, motivar as famílias e as comunidades a descobrir a vontade de Deus dentro da realidade em que vivemos.
Graças ao constante apelo, ao trabalho árduo e, muitas vezes “invisível” dessas mulheres, a comunidade pode transformar a água em vinho, símbolo da vida nova proposta por Jesus. Assim como Maria conseguiu mover o coração de Jesus, também essas “mulheres comprometidas” conseguem mover o coração da sociedade. Tornando-se pequenas, conseguem ser grandes e famosas diante de Deus.
Maria, mãe de Jesus, foi assim: mulher silenciosa, ciente de sua missão, sem fazer alarde pede aos serventes que sigam o apelo de Jesus. Então os convidados podem comemorar com alegria e a festa se torna plena.

Pe. Nilo Luza,

3º encontro da Campanha da Fraternidade/2013




TEMA: O ROSTO JOVEM DE JESUS

ACOLHIDA: Sejam todos bem vindos a mais esse encontro de oração em família, neste tempo quaresmal. Tempo que deve nos levar à conversão.
Durante esse tempo a Igreja nos convida a refletirmos sobre a C F, que como já vimos vem despertar em nós a confiança na juventude, como protagonista de um mundo novo.
Abramos as portas de nosso coração e de nossa casa para rezarmos pelos nossos jovens.
Como já bem disse o Papa Bento XVI.: “Eles tem o rosto jovem de Jesus!”
( neste momento cada pessoa pode mentalizar ou mesmo dizer os nomes dos jovens por quem deseja rezar)

CANTO: Invoquemos a Santíssima Trindade cantando:
Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do............

ANIMADOR: O papa Bento XVI , em um dos momentos de encontro com a juventude disse:
“Vós jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário, vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem.”

Conversando:
  • o rosto de Deus é jovem também e o sonho mais lindo é Ele quem tem. Deus não envelhece nunca. Tampouco morreu. Continua vivo no povo que é seu.
  • Maria é a certeza de que Deus confia nos jovens. Ela muito jovem disse !sim “ a Deus.
  • se quisermos evangelizar os jovens, precisamos nos aproximar deles e amá-los.
  • Jamais devemos deixar passar um jovem sem dizer o quanto Jesus Cristo o ama.
  • Os jovens são o presente e o futuro da Igreja.
  • A Igreja nos ensina que é preciso caminhar com os jovens e fazer com eles a experiência de Jesus

EVANGELHO:

    A Palavra do Senhor nos anima e nos mostra o que Deus sonhou para nós e nos fortalece como construtores de um mundo melhor. Vamos ouvi-la e refletir sobre o que Ela nos diz:
Evangelho segundo Lucas 2, 47-49

Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria cuidar dos negócios de meu Pai? Lucas 2:49

REFLETINDO: Jesus veio anunciar o Reino de Deus e salvar a humanidade. No evangelho ouvimos que Maria e \José se preocupam com o Menino, mas Ele, embora jovem, lembra-os que tudo que faz é na obediência a seu Pai. O jovem Jesus é modelo de vida para os jovens de hoje.

PARTILHANDO:
  • Como foi/ é para você ser jovem
  • Quais eram as principais dificuldades de ser jovem em seu tempo?
  • Quais as dificuldades de ser jovem hoje?
  • Qual a diferença em ser jovem em sua época comparado com os dias atuais?
  • Você considera os jovens muito liberais? O que os leva a essa auto independência?
  • Sabemos acolher bem os jovens em nossos dias?
CONCLUINDO:

A C F este ano tem o objetivo de:
“Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no segmento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

PALAVRAS DE BRENTO XVI:

“A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem, a Igreja se apresentaria desfigurada.”


 Vamos rezar juntos a oração da CF.
Pai Santo, vosso Filho Jesus, conduzido pelo Espírito Santo e obediente à vossa vontade, aceitou a cruz como prova de amor à humanidade.
 Convertei-vos e, nos desafios deste mundo, tornai-nos missionários a serviço da juventude.
  •  Para anunciar o Evangelho como projeto de vida: Envia-nos Senhor
  • Para ser presença geradora de fraternidade: Envia-nos Senhor
  • Para ser profetas em tempo de mudança : Envia-nos Senhor
  • Para promover a sociedade da não violência: Envia-nos Senhor
  • Para salvar a quem perdeu a esperança: Envia-nos SEnhor
Seguem-se preces espontâneas  sempre com a resposta:  Envia-nos Senhor


ORAÇÃO E BÊNÇÃO FINAL
Deus nos abençoe e nos guarde
Que Ele nos ilumine com a Luz de Sua Face e nos seja favorável
Que Ele nos mostre Seu Rosto e nos traga a paz
Que Ele nos dê saúde do corpo e da alma e a alegria da juventude
E que derrame sobre todos nós e sobre os jovens a Sua bênção.
Em nome do Pai, do Filho e do espírito Santo.
Amém






quinta-feira, 7 de março de 2013

A parábola da figueira estéril : Lc 13, 1-9

 A parábola da figueira fala de um Deus paciente, que envia seu filho para que as pessoas se deixem transformar e produzir frutos. Ao nos criar , Deus espera que demos nada mais que frutos de bondade, misericórdia, solidariedade.
Quando faltam tais frutos, falta a vida verdadeira que Ele deseja para cada um de nós.

  • E nós, que sentido estamos dando à nossa vida?
  • Que frutos lhe apresentaremos no dia do acerto de contas?
  • Como catequistas, estamos dando bons frutos na catequese?
  • Estamos conduzindo nossas criaças à consciência dos bons frutos que Deus espera de cada um de nós/
  • É quaresma. é tempo de conversão.
  • É agora o tempo de dar frutos.



Reflexão: sobre o  Evangelho de Lc13, 6-9
«E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás.» (Lucas 13:6-9)



Neste Evangelho temos a parábola da figueira que não produz frutos. Aqui é interressante observar que o pecado da figueira não foi ter feito algo de ruim, mas de não ter feito nada de bom. A figueira foi infrutífera, tornou-se passível, imóvel. Corremos o risco de querer uma garantia, uma tranquilidade de consciência que me faz dizer a mim mesmo: “eu estou bem com Deus, não prejudico a ninguém, cumpro as minhas obrigações”. Mas Deus espera mais de nós. Não basta sermos cristãos aparentemente certinhos, cristãos de preceito, de um ritualismo vazio; precisamos produzir frutos. Conversão não significa focar o pecado, mas o bem que devemos realizar. Cada um de nós é convidado a produzir frutos - isso significa conversão! O que podemos produzir nesta quaresma?

Estamos no tempo da Quaresma, tempo de cultivar o dom da conversão. Trata-se de um processo que percorre toda a nossa vida. Seguimos a existência procurando nos configurar cada vez mais a Cristo, para sermos como Ele, tendo os seus sentimentos e atitudes, até que tenhamos a estatura do homem perfeito, como nos diz São Paulo em sua carta aos Efésios.

Deus na sua bondade é paciente em aguardar a nossa conversão. Poderia nos arrancar e queimar, mas não é o deus da punição, e sim o Deus amor. Mesmo que mereçamos tal sorte, Ele nos diz; “Vou dar mais uma oportunidade; virei em outra ocasião para colher os frutos”. Temos neste tempo mais uma oportunidade. Que frutos o Senhor encontrará?


Pe Roberto Nentwig

quarta-feira, 6 de março de 2013

A história do conclave

O que é conclave?


288776Jesus mesmo escolheu o primeiro Chefe da Sua Igreja: Simão, a quem chamou de Pedro (=Kephas, Pedra). “Sobre ti Kephas edificarei a minha Igreja” (Mt 16,17). Com a morte de Pedro, crucificado de cabeça para baixo pelo imperador Nero, a Igreja entendeu que precisava continuar a missão de levar o Evangelho a todas as nações, e então, a comunidade nascente escolheu São Lino (67-79); depois Santo Anacleto (79-90), depois São Clemente (90-101), Evaristo (101-107), Alexandre (107-116); Sisto (116-125), Telésforo (125-138), Higino (138-142); Pio (143-155), Aniceto (155-165), Sotero (166-174), Eleutério (174-189), e assim por diante. Essa lista dos doze primeiros papas nos é dada por Santo Irineu de Lião (†202), em sua obra “Contra os hereges”.
No começo da vida da Igreja era a comunidade de Roma quem elegia o Papa; o povo cristão, os diáconos, presbíteros e bispos. Com o tempo a Igreja foi se expandindo e a escolha do Papa começou a sofrer mudanças. Em meados do século XI, o Papa Nicolau II (1058-1061), definiu em sua bula “In Nomine Domini” que somente Cardeais-Bispos poderiam participar da eleição. Em 1179, o Papa Alessandro III estendeu a eleição a todos os Cardeais, sendo que o eleito deveria ter no mínimo dois terços dos votos, essa última condição é válida em nossos dias.
Em 1274, a Igreja teve o primeiro Conclave oficialmente. O Papa Gregório X (1271-1268), através da constituição apostólica “Ubi periculum”, estabeleceu que os Cardeais eleitores deveriam reunir-se em uma sala do palácio do falecido pontífice, dez dias após a sua morte, e ali permanecerem isolados.
Certas vezes demorava muito para o papa ser eleito por causa das ingerências das famílias nobres (Médicis, Corsinis, Crescêncios, Túsculus, Bórgias, etc. ) e dos imperadores alemães. Por exemplo, uma vez em Viterbo, o Conclave demorou 33 meses para eleger o papa.
Então, caso o Papa não tivesse sido eleito após três dias desde o início do Conclave, a refeição dos Cardeais era reduzida, e se após cinco dias ainda não tivessem eleito o papa, a comida era reduzida a pão, água e vinho. Gregório XVI (1621-1623) publicou duas Constituições, o voto secreto.
Os soberanos católicos tinham o poder de vetar alguns Cardeais indesejados. Isso ocorreu até o ano de 1904, quando o Papa São Pio X, através da Constituição “Commissum nobis”, aboliu o direito de veto das nações católicas.
Em 1970, o Papa Paulo VI definiu  que só poderiam votar no Conclave os cardeais com menos de oitenta anos, e estabeleceu que o número máximo de Cardeais eleitores era de 120, o que vale até hoje.
O Papa João Paulo II em 1996 pelo documento “Universi dominici gregis”,  estabeleceu o local para a clausura dos Cardeais (a Domus Sanctae Marthae), e eliminou a possibilidade de eleição por aclamação e por comprometimento.

Prof. Felipe Aquino

FONTE 


QUANTOS DIAS DEVE DURAR O CONCLAVE?

  Durante o conclave que poderá durar alguns dias ou semanas, os cardeais ficarão alojados na Casa Santa Marta localizada no lado direito da basílica de São Pedro, dentro do Vaticano, e não poderão ter contato com qualquer pessoa de fora do conclave nem usar telefone ou e-mails ou receber qualquer correspondência.
 

No primeiro dia, está previsto apenas uma votação. Nos dois dias seguintes, duas sessões de manhã e duas à tarde. Se não houver decisão, no quarto dia será feita uma pausa para oração e meditação. A pausa é seguida por sete votações. Se ainda não houver a escolha, a sequência de sete votações poderá ser repetida por três vezes.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Encontro de Catequese para a semana

Tema: O apelo à conversão

Evangelho do dia: A parábola do homem rico e Lázaro- Lc, 16, 19-31
    Nesta parábola que Jesus contou está um forte apelo à conversão. Enquanto vivemos é tempo de conversão, mudança de vida, solidariedade, tempo de viver as propostas do Reino que é amor, justiça, fraternidade. Depois da morte este tempo não existirá mais.

Vamos ler atentamente o texto do dia: Lc 16,19-31.

"Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: "Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!"
- Mas Abraão respondeu: "Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo.
…......................                                                                      ..........................
REFLEXÂO

Nesta parábola contada por Jesus, Ele quer nos mostrar a importância do desapego material.
Jesus não condena a riqueza. O que ele contesta e condena é o mau uso dela. A falta de atitudes daqueles que detém o poder  e fogem de sua responsabilidade menosprezando sua tuação  em projetos de transformação na sociedade.
A ausência de atitudes fica visível na distância que se formou entre o rico e o pobre.
Jesus nos alerta para a falta de misericórdia “Sede misericordiosos , como vosso Pai celeste” encontramos emLc 6, 36-38
Nesta parábola Jesus mostra que todo aquele que mesmo tendo bens materiais e se abre à partilha, preocupa-se com o necessitado, pratica gestos de solidariedade torna-se humilde e agradável aos olhos de Deus.
Aquele que acumula bens , negando-se à partilha e solidariedade transforma sua vida em atitudes soberbas que o levam a ignorar o seu próximo necessitado.

A soberba pode estar no coração de todos,  independente de se ter ou não muitos bens materiais.
A solidariedade também pode estar no coração de todos : ricos ou pobres.
Para Jesus, o conceito de rico e pobre é diferente do conceito formado pela sociedade.
São também pobres os ricos pela ganância e soberba, pois preocupam-se apenas em acumular tesouros na terra, esquecendo-se do maior tesouro que é o Reino de Deus, ali “onde nem a traça e a ferrugem corroem”. O apego aos bens materiais os tornam pobres diante de Deus
São ricos aqueles que sabem “onde está o teu tesouro” e vivem sua vida segundo os preceitos divinos buscando as “coisas do reino”

Trazendo para a vivência de nossos dias
  • rico é aquele que prima pelo individualismo e capitalismo que domina a sociedade
  • Podemos dizer que rico  é aquele que não se compromete com o evangelho e não se abre à escuta da Palavra de Deus. São os ricos materialistas, que detem o poder, que oprimem o mais fraco
  • Pobres são aqueles que buscam a Deus e sentem-se oprimidos pelos detentores do poder. Seu tesouro não é deste mundo.

Quantos Lázaros que morrem à porta do hospital?
Quantos morrem nas sarjetas?
Quantos são explorados no trabalho?
Quantos não tem onde morar?

Estes Lázaros esperam a mão da solidariedade. Lázaros que reclamam e não são ouvidos
Lázaros que confiam na misericórdia de Deus.
Lázaros que muitas vezes tem atitudes transformadoras que mudam a realidade de tantos.

Concluindo
A riqueza não é pecado. Desde que não seja fruto da roubalheira e corrupção. Fruto da ambição desmedida.
O pecado está no fechamento para o próximo.
O que Jesus nos pede é a vivência do evangelho. É ter atitudes de transformação. É superar o egoismo e individualismo que nos afasta do próximo e consequentemente de Deus.
Confiemos na misericódia de Deus .Tenhamos gestos concretos de transformação que promovam   um mundo melhor.



Um olhar de Contemplação para a Palavra
  • Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu olhar de contemplação é um olhar de conversão que cancela tudo aquilo que em minha vida é acomodação, indiferença, omissão, como evitar as pessoas que precisam de mim. Que Deus abençoe este meu propósito.
 
Oração Final  O que a Palavra me leva a Dizer a Deus:
(partilhar, viver em fraternidade, amar sem reservas)

Oremos:
Envia-nos, Senhor...

Para ser presença geradora de fraternidade...
para promover a não violência,...
Para salvar quem perdeu a esperança...

28/02/1317:41:46