quarta-feira, 25 de abril de 2012

Maio... um mês especial


Maio, mês de Maria...mês das mães...mês das noivas...mês das flores!

Não sei acontece o mesmo com vocês, mas a sensação que tenho é de que o ano está indo a todo vapor. Mais alguns dias e já estaremos adentrando o mês de maio.
Maio, um mês intenso, rico em comemorações cívicas que marcam daas importantes de nossa história, mas também rico em simbologias, pairando no ar a aura da maternidade.
Por influência da Igreja católica, maio é consagrado a Maria, mãe de Jesus. E, acredito que é em torno dessa aura da maternidade de Maria que surge toda essa mística do mês de maio.
Não sei se coincidência ou consequência. O fato é que também maio foi escolhido mês das mães.
E como mãe supõe um estado anterior de pureza casta e virgindade fez- se a relação e temos então mês das noivas. Para colorir e perfumar o dia tão sonhado da maioria das mulheres, nada mais condizente do que muitas flores de todas as cores e diferentes aromas. .
Maio...mês de Maria...mês das mães...mês das noivas...mês das flores.
Uma questão de opção.. Alguns preferem dezembro, outros setembro. O fato é que cada um vê a beleza que lhe é conveniente no mês de sua preferência. E, asssim durante muito tempo maio foi realmente o mês preferido das noivas para realizarem seu lindo sonho matrimonial. Hoje em dia essa preferência já está um pouco esquecida.
Maio será sempre maio, com sua beleza, seus bons ou maus momentos, importantes acontecimentos ou não. Mas desde pequena costumo vê-lo como especial.
E no meu caso, não bastasse toda essa mística , maio para mim se tornou mais festivo ainda em razão das comemorações de aniversários em família durante esse mês.
E para selar, Lucas, o mais recente herdeiro da família chegou há um ano no início do mês tornando o mês de aniversário da mamãe , do vovô , do titio e da titia mais especial ainda.
E é ao seu encontro que estou indo, para me fazer presente na festa de seu primeiro aninho de vida.
Estou ansiosíssima para me perder naqueles olhinhos brilhantes e o sorriso maroto.
Aguardem-me . Estarei de volta dentro de no máximo 20 dias. , com muitas novidades para contar!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A Paz do ressuscitado


"Saúde, trabalho, lazer, educação, vida digna... é a paz que a humanidade sonha nos dias de hoje"

Vencedor da morte, o Senhor ressuscitado continua com os seus seguidores. Ele aparece aos primeiros discípulos reunidos, põe-se no meio deles e deseja a paz.
A paz que Jesus deseja é a plenitude dos bens da vida: saúde, trabalho, lazer – em outras palavras, a felicidade de viver com dignidade. Se essa paz hoje permanece tão somente um sonho para tantos, é porque nosso Mestre talvez tenha sido posto de lado e não esteja sempre no centro de nossas comunidades.
A perturbação e a dúvida dos onze apóstolos e dos primeiros discípulos os impediam de compreender algo essencial: a vitória de Jesus sobre a morte não era realidade puramente espiritual. Jesus aparece em carne e osso, mostrando-lhes as mãos e os pés que antes estiveram pregados à cruz. O pedaço de peixe assado que Jesus ressuscitado comeu faz pensar no desafio para a nossa fé: como ver a ressurreição de Jesus tocando hoje a realidade física das pessoas? Como identificar concretamente o Senhor ressuscitado nos gestos de vida que ele próprio ensinou, na partilha do alimento, na refeição fraterna, no resgate da saúde, no perdão e na justiça que constroem a paz?
A paz que o Senhor deseja, enfim, são as pessoas vivendo a nova realidade da ressurreição. Não tem paz quem sobrevive na miséria, roubado da própria dignidade de ser humano. E não pode ter paz também, no fundo, todo seguidor que deixa Jesus de escanteio, esquecendo-se de que a paz para todos continua sendo o desejo de Deus para o mundo – e que para isso é essencial o compromisso de corpo e alma.
O Senhor abre-nos a mente para compreender que seus sofrimentos continuam no sofrimento de tantos inocentes de hoje. O caminho dos discípulos de então, de Jerusalém até os confins da terra, já o percorreram muitas pessoas antes de nós. Cristãos que semearam a ressurreição em terrenos áridos, que entregaram a vida para que corpos beirando a morte voltassem à vida. A ressurreição continua sendo para nós um dom de Deus. Mas, ao mesmo tempo, é conquista de todo um caminho de justiça, a justiça que constrói a paz.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp

sábado, 21 de abril de 2012

Saúde Pública e o perigo da troca de medicação.

"E urgente acabar com a espiral de indiferença e pessimismo perante a vida"

A proporção de erros médicos que a mídia tem mostrado atualmente, não deixa de colocar a população em alerta.
Em menos de um ano tivemos uma sucessão de vítimas de erros fatais provocados por tecnicas de enfermagem. De alguma forma, acabam por trocar medicações provocando agravos ao quadro de de saúde de alguns pacientes, quando não os levam a óbito.
Todos sabemos das consequências danosas do uso indiscriminado de medicamentos, sem orientação médica. Supõe-se que a pessoa ao se submeter aos cuidados de profissionais da saúde estejam com sua medicação dentro da indicação correta e que sejam aplicados corretamente. Mas não é o que temos visto atualmente.
Sabemos dos cuidados simples que nós leigos devemos tomar para evitar danos piores com a saude pela automedicação.
Ler o rótulo ou a bula antes da medicação seria uma das medidas. Também sempre checar pelo rótulo se aquele é o medicamento correto, assim como também não tomar remédios no escuro ou pegá-los aleatóriamente para evitar trocas perigosas. A atenção também à data de validade do produto é fundamental.
Todas essas medidas levadas a sério evitariam muitas internações hospitalares provocadas por interações medicamentosas.
De acordo com a OMS, o percentual de internações hospitalares provocadas por reações adversas a medicamentos ultrapassa 10%.
Mas, diante dos erros hospitalares que vem ocorrendo, as estatísticas terão que mudar o foco, avaliando também a proporçaõ de falhas médicas acontecidas em hospitais e a porcentagem de danos causados . Assim como também se lançar em busca de soluções para o problema.
A população não pode ficar assim exposta e temerosa diante de uma provável internação seja sua ou de algum familiar.
Não se trata aqui de pré julgar, mas alguma medida deve ser tomada por parte de órgãos competentes.
Sabemos que muitas enfermeiras se submetem a uma carga horária estendida, tornando sua jornada extenuante. E esse cansaço excessivo pode gerar um deficit de atenção. O baixo salário talvez obrigue muitas a buscar uma outra fonte de renda em outros hospitais, diminuindo assim seu tempo de repouso. Razões compreensíveis , mas que não justificam nem diminuem em nada sua responsabilidade. Com vidas humanas não se pode usar de negligência.
É urgente dar um basta a toda essa espiral de indiferença e pessimismo perante a vida.
Precisamos ser semeadores de esperança e testemunhas de solidariedade fraterna e libertadora.
Ao doente deve ser ministrado solidariedade terapêutica, psicológica e espiritual para que recuperem a saúde , ou em casos terminais, que entrem na eternidade na plena paz dos filhos de Deus.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dinâmica : Ser igreja

Dinâmica: Os problemas
Objetivo: Refletir sobre os problemas enfrentados no dia a dia. Pode ser adaptado às dificuldades que encontramos em "ser igreja"

Material: Bexiga, tira de papel

Procedimento:

Formação em círculo, uma bexiga vazia para cada participante, com um tira de papel dentro (que terá uma palavra para o final da dinâmica)

O o facilitador dirá para o grupo que aquelas bexigas são os problemas que enfretamos no nosso dia-a-dia(de acordo com a vivência de cada um), desinteresse, intrigas, fofocas, competições, inimizade, etc.

Cada um deverá encher a sua bexiga e brincar com ela jogando-a para cima com as diversas partes do corpo, depois com os outros participantes sem deixar a mesma cair.

Aos poucos o facilitador pedirá para alguns dos participantes deixarem sua bexiga no ar e sentarem, os restantes continuam no jogo. Quando o facilitador perceber que quem ficou no centro não está dando conta de segurar todos os problemas peça para que todos voltem ao círculo e então ele pergunta:

1) a quem ficou no centro, o que sentiu quando percebeu que estava ficando sobrecarregado;

2) a quem saiu, o que ele sentiu.

Depois destas colocações, o facilitador dará os ingredientes para todos os problemas, para mostrar que não é tão dificil resolvermos problemas quando estamos juntos.

Ele perdirá aos participantres que estorem as bexigas e peguem o seu papel com o seu ingrediente, um a um deverão ler e fazer um comentário para o grupo, o que aquela palavra significa para ele.

Dicas de palavras ou melhores ingredientes:- amizade, solidariedade, confiança, cooperação, apoio, aprendizado, humildade, tolerância, paciência, diálogo, alegria, prazer, tranquilidade, troca, crítica, motivação, aceitação, etc...

(as palavras devem ser escritas de acordo com seu objetivo)


terça-feira, 17 de abril de 2012

"Ser Igreja hoje"- encontro catequético para crisma

"Ser Igreja é ser sal da Terra"

Num enconcontro de catequese conversávamos sobre “ o que é a igreja”.
Após alguns minutos de reflexão todos chegaram à conclusão de “ as construções são inúteis sem a igreja viva.”
A igreja é uma reunião de batizados na fé cristã. Um povo formado por aqueles que responderam ao chamado de Jesus. A igreja é o povo de Deus, uma assembléia universal da qual fazem parte  os filhos de Deus em todos os tempos e lugares. Fundada por Jesus Cristo que criou comunidades de discípulos.
 Após a morte e ressurreição de Cristo essas comunidades foram sentindo necessidade de fazer parte de uma realidade maior, congregando todos aqueles que também sentiam necessidade de fazer parte desse povo de Deus. Assim essas comunidades foram se expandindo e precisaram se organizar construindo templos, criando ministérios, estruturas e regras de convivência.
Tudo isso é importante, mas há a necessidade de se distinguir o que são elementos criados pelo homem para melhorar a convivência e o que é a vontade de Jesus Cristo.
É muito difícil ser igreja nos dias de hoje.. A dificuldade está nos apelos do mundo, nos falsos prazeres que infelizmente tem um poder chamativo muito maior que as coisas do Reino.
O mundo fora da Igreja oferece muita tentação e também muita desilusão. A competitividade nos dias de hoje , o desejo de ter sempre mais acaba por levar as pessoas ao individualismo que se manifesta numa atitude de poder , superioridade , centralidade e dominação.
O outro fica sempre em segundo plano. O que vale são os próprios interesses.
Uma das características do individualismo é a autossuficiência. A pessoa esquece-se de Deus. Passa a viver fora das regras. Burla regras sociais de bom viver, desrespeita regras de bom conviver em família e comunidade. 
 Rebeldia e desobediência são os principais motivos de desavenças entre filhos e pais. O desrespeito e a rebeldia geram violência e agressividade, correndo o adolescente grave risco de se tornar um delinquente.
Muitos jovens preferem viver fora da igreja . Tornam-se insensíveis e cegos para a realidade que o cerca. É escravo da ambição e dos vícios.Não se pergunta se os ouros estão bem e não se interessa em ser bom para os outros. Para ele, quem diferencia de seu mundinho particular é um perdedor e portanto   descartável.
O evangelho de Jesus é sempre atual, e todos deveríamos ser capazes de levar a paz , a esperança e o amor àqueles que estão confusos e desesperados. Não só àqueles marginalizados e explorados no mundo de hoje, mas primeiramente dentro de nossas casas. A mensagem cristã tem poder transformador e torna a vida mais bela , justa e saborosa e começa a ser aplicada em casa através da obediência, bons costumes, gentilezas, respeito , compreensão e solidariedade.
Jesus usa a imagem do sal quando diz aos discípulos que “devemos ser o sal da terra”. Com isso queria dizer que como o sal conserva os alimentos,  a  igreja conserva a sua mensagem e  preserva tudo quanto é bom numa sociedade. A Igreja deve fazer a diferença positiva na qualidade e estilo de vida de um povo.
Quando Jesus faz a comparação com o fermento quer dizer que a missão da Igreja é viver em função dos outros e no meio do outros. É ser solidária. A nossa fé não é para ser vivida privadamente, mas é para ser partilhada com a comunidade. Como na massa caseira, a fé da minoria se mistura com a massa da sociedade e a faz crescer.
Enfim, ser igreja é se questionar: Porque muitos jovens não vão à igreja? Porque em minha própria comunidade muitos colegas jovens e adolescentes não sentem o chamado para a prática da fé cristã?
Porque os jovens não se interessam pela igreja? A Igreja está antiquada e é só para os velhos?
Os jovens tem muita responsabilidade nessa situação. É mais fácil a opção pelo lado divertido da vida e a recusa à disciplina e sacrifícios. A falta de valores e horizontes incertos ainda são características dos jovens.
Mas olhando pelo lado oposto temos visto também uma melhor valorização do jovem pela igreja. A igreja atualmente tem tido como um dos seus objetivos o aproximar-se dos jovens, através de movimentos como a "Jornada Mundial da Juventude" e para o próximo mês aqui em nossa diocese “a Jornada Diocesana da Juventude”.
Há um grande esforço da Igreja em se chegar aos jovens através da catequese renovada que aplicamos hoje, guiados pelo Diretório Nacional de Catequese.Uma catequese para a transformação da sociedade.
Os jovens devem estar abertos a essa nova acolhida da Igreja, acolhendo também e partilhando suas experiência com quem ainda não as vivenciou.
A exemplo de Cristo que vai às aldeias para anunciar a boa notícia do Reino, abramos as portas aos jovens e a toda sociedade e que possamos um dia estar todos reunidos nos braços do mesmo Pai.

"A nossa fé não é para ser vivida privadamente, mas é para ser partilhada"


domingo, 15 de abril de 2012

Espiritualidade com catequistas e catequizandos

Neste último sábado, 13 de abril aconteceu a celebração de encerramento da CF. ésta claro que o encerramento é simbólico, porque todos sabemos que o trabalho de conscientização sobre os problemas de saúde que a sociedade enfrenta atualmente deverá ser trabalhado durante o ano todo, para não dizer sempre.
 "Viver bem e ter saúde é um anseio fundamental do ser humano. Trata-se de uma das aspirações mais universais. Independe do credo, cultura e nacionalidade. Interessa a todos sem distinção.
A saúde , além de ser por excelência uma expressão de qualidade de vida, para os cristãos é fundamentalmente um dom precioso do Deus da vida. é uma semente divina a ser cultivada com esmero e carinho, para que possa viver dignamente."( Pe. Anísio Baldessin, coord. da Pastoral da Saúde da arquidiocese de S. Paulo)




Quem é meu próximo?

A parábola do “Bom Samaritano” Lc 10, 25-37, proposta por Cristo, vem elucidar essa pergunta.

“ Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores. Após despojá-lo de tudo, espancaram-no, deixando-o moribundo à margem da estrada.
Passou por ali um sacerdote , homem consagrado a Deus. Presume-se que seria dotado de misericórdia para com seu semelhante e o ajudasse. Mas seguiu seu caminho apressadamente. Ignorou o moribundo à beira da estrada. Com ceteza tinha muitos afazeres fora do templo , onde provavelmente havia “esquecido” Deus. Não podia se arriscar a ser também uma vítima dos bandidos que poderiam estar escondidos por ali. Seguiu apressadamente seu caminho e deixou o problema para outro possível viajante.
De fato, mais tarde passou por ali também o levita. Também da mesma tribo dos sacerdotes, mas de uma classe inferior. Era servo do templo e como tal também deveria ter sentido uma enorme necessidade de ajudar o judeu ferido. Mas não o fez.
O sacerdote e o levita , dois líderes espirituais, que deveriam traduzir sua fé em ação, ajudando o pobre ferido. Ambos representam a falsa religião, uma religião destituida de compaixão. Representam aqueles que pregam a fé e a caridade mas não a colocam em prática. Em primeiro lugar estão seus compromissos. Não são capazes de se doar.
O samaritano vem revelar o verdadeiro espírito cristão, a verdadeira religião. Aquela que usa de misericórdia para com seu próximo.
Judeus e samaritanos se rejeitavam. Samaritanos não eram puros racialmente, por isso eram odiados por aqueles que tinham o sangue integral do grupo étinico judaico. Portanto a ajuda veio de onde menos se esperava.
Jesus quis nos mostrar com essa parábola que a compaixão deve ser aplicada a todas as pessoas independente de raça ou religião. O mandamento de amar ao próximo como a nós mesmos se cumpre quando nos empenhamos em ajudar o irmão, sem perguntar quem ele é e qual sua posição em relação a nós. O verdadeiro sentimento de amor ao próximo não se apega à proximidade física ou a local, mas ao amor.
A verdadeira pergunta não deveria ser: 
“ Quem é meu próximo?”, mas sim: “Eu sou próximo verdadeiramente?

Fotos do encontro celebrativo 
seminarista Thiago à frente da celebração




Jornada Diocesana da Juventude

Acontecerá nos dias 19 e 20 de maio  em nossa diocese de Assis.
 Poderão participar todos os jovens crismandos e do grupo de jovens a partir de 13 anos.

Hoje após a missa da manhã, catequistas e jovens se postaram na praça da matriz à frente do bazar de doces. A renda será revertida em favor dos jovens engajados no movimento