sexta-feira, 24 de maio de 2013

Carta entre catequistas...

Carta entre catequistas...

 

No livro "Carta entre Amigos" de Fábio de Pe. Fábio de Melo , ele e seu amigo Gabriel Chalita, trocam inúmeras cartas ora filosofando sobre a vida, ora se aconselhando , ora relatando experiências. 

A exemplo desse incrível escritor, eu e Imaculada, do blog sou catequista de IVC também trocamos cartas onde nos posicionamos sobre assuntos referentes à nossa catequese. Claro que não temos a mesma facilidade com as palavras, mas dentro de nosso conhecimento literário abordamos o assunto "encontros catequéticos" , cartas as quais eu as transcrevo também aqui.

Olá Imaculada ! A paz de Deus esteja com você


O que tenho a te dizer poderia ser dito em poucas palavras no cantinho de comentários do blog. Mas, pensando bem, quis dar um ar mais íntimo a essa nossa conversa. Vi que você  visitou meu blog “evangelizar é preciso” e deixou lá um comentário no texto “encontro catequético para a semana”. Palavras carinhosas, mas que me puseram a refletir sobre algo que venho também constantemente me questionando.

Eu tenho colocado sempre “sugestões “ de encontros para a catequese e tenho notado que são os textos mais lidos. Mas, eu também sempre me pergunto: “Estaria eu ajudando ou impedindo que os/as catequistas  interessados, se movessem em busca daquilo que mais se adeque à sua realidade? Talvez eu esteja dando já o “bolo” pronto, quando deveria deixar que eles preparassem a receita?

Eu até já tentei, mas percebi pouco interesse. Parece que as pessoas tem dificuldade em montar um encontro. Muitas catequeses adotam livros e os seguem à risca. Sem dúvida eles são ótimos, mas para mim   servem apenas como guia. Gosto de inovar. Apenas a Bíblia considero indispensável. E olha, que preparar esses encontros  me toma algum tempo. Leio, pesquiso, escuto e só depois transcrevo,  Primeiro os coloco em prática e só depois publico. Assim faço também com as dinâmicas  que também tem bastante aceitação.

Eu não tenho muitos anos de catequese. Estou engatinhando frente a você e tantas outras veteranas. E quando comecei, a dificuldade foi grande. Não no trato com as crianças, pois tenho um certo traquejo com elas, herança de tantos anos de sala de aula. Mas era preciso dinamizar os encontros, torná-los atraentes e levar as crianças não só ao conhecimento da Palavra, mas a vivenciá-la.

Cursos de formação, aqui em minha paróquia raramente tem. Mas , quando tenho oportunidade, não deixo de participar. Blogs de catequistas, revistas, TV, interação com o grupo de “Catequistas Anjos” também tem me ajudado bastante. Assim pensando em quantos não passam pelas mesmas dificuldades que eu, por não terem também oportunidade de frequentar cursos de formação ou mesmo por falta de tempo em buscar outras fontes, eu achei válido essa minha pequena ajuda.

Espero que não estejam apenas “colando” os encontros que publico. São apenas roteiros que devem ser adequados à realidade de cada um.
O tema “encontro de catequese para a semana” surgiu após eu ter ouvido o evangelho do dia: ”a parábola do homem rico e Lázaro”Lc16, 19-31  na rede vida de televisão
A pregação do padre encaixou tão bem nos modernos dias de hoje, que me inspirei em suas palavras para montar o encontro. Procurei em vários sites católicos  e, confesso, que não encontrei nenhuma interpretação tão condizente com a realidade de hoje, como essa  do padre em questão. ( desculpe, mas não guardei o nome)

A concepção de rico e pobre  aos olhos de Jesus é tão distante daquilo que a sociedade define, que considerei importante passar essa interpretação da Palavra para as crianças e jovens, desmistificando assim o conceito entre essas duas classes sociais. Uma reflexão não só para ser usada nos encontros catequéticos, mas que nos toca fundo também e nos conduz a uma pergunta: Aos olhos de Deus, o que somos: Ricos ou pobres?

Abraços
EDITE

2 comentários:

  1. Você, minha amiga, é uma excelente evangelizadora!
    Que o bom Deus sempre a abençoe!
    Feliz final de semana.
    Abração.

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    1. Olá tunim, obrigada pelo carinho e incentivo. Abcs

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